O bicampeão mundial quer procurar um novo desafio na sua carreira depois de alguns anos sem grandes resultados e mudar para outra Grande Volta é o primeiro passo nesse rumo. Na entrevista ao jornal francês, "Loulou" explica que a sua ideia este ano era correr a corsa rosa e que, quando falou disso a Lefevere, o belga concordou, uma vez que não estava previsto que ele fizesse parte do grupo de ciclistas chamados a acompanhar Remco Evenepoel no Tour.
"Eu queria uma mudança. Era a minha ideia original (o Giro) e quando falei nisso, Patrick [Lefevere] confirmou logo que não me queria ver como colega de equipa de Remco. Não é uma desilusão falhar a Volta a França".
Veremos como é que a mudança funciona para Alaphilippe, que nos últimos meses tem estado sob grande pressão de Patrick Lefevere, com o diretor nada satisfeito com os resultados do francês. Apesar desta troca de declarações e apesar de ter ofertas em cima da mesa, Alaphilippe quis permanecer na Soudal Quick-Step e enfrentar uma época mais calma, sem o foco de todos os media franceses nas suas costas na Grande Boucle. Nas clássicas da primavera, encontra talvez a sua última oportunidade de provar o seu valor como líder da equipa belga.
Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, já escrevi sobre política e desporto. Completamente cativado por ciclismo e wrestling, não perco a hipótese de acompanhar outras modalidades e de conhecer as histórias menos convencionais. Nos tempos livres dedico-me à escrita criativa, nomeadamente à poesia
Julian Alaphilippe (à l'Équipe): "J'avais envie de changement. C'était mon idée première (le Giro) et quand j'ai évoqué ça, Patrick (Lefevere) m'a tout de suite confirmé qu'il ne voulait pas me voir comme équipier de Remco. Ce n'est pas une déception de louper le Tour de France."