Amplamente considerado o maior ciclista da história,
Eddy Merckx, de 80 anos, foi submetido na segunda-feira a uma lavagem cirúrgica da anca com sucesso, um procedimento destinado a travar a infeção que persiste há semanas. A intervenção, combinada com terapêutica antibiótica, visa reduzir a carga infecciosa e estabilizar o seu estado.
“Agora é esperar para ver, mas em todo o caso ele está bem”, explicou o filho, Axel Merckx, após o procedimento, em declarações reportadas pelo
Het Laatste Nieuws.
A hospitalização tornou-se necessária depois de o lendário “canibal” ter sofrido novamente complicações de uma infeção na anca detetada no início deste mês. Soma-se a um longo processo clínico iniciado em 12/2024,
quando sofreu uma fratura após uma queda de bicicleta em Hombeek.
Após esse acidente, Merckx recebeu uma prótese da anca, mas a evolução ficou aquém do esperado. O implante não aderiu corretamente ao osso, forçando reoperações e prolongando a recuperação.
Seis operações em meio ano
Desde então, o cinco vezes vencedor da Volta a França foi ao bloco operatório seis vezes em pouco mais de meio ano, com quatro próteses diferentes implantadas. Todos os procedimentos foram realizados sob anestesia geral, um processo especialmente exigente à sua idade.
Após a última operação, em 09/2025, o quadro parecia estabilizado. Contudo, a infeção recente voltou a perturbar a recuperação.
“Mas o processo não correu tão bem como esperávamos”, admitiu Axel Merckx, explicando a necessidade de intensificar o tratamento.
Eddy Merckx em ação em 1974.
Um tratamento mais agressivo
Perante a falha do primeiro ciclo de antibióticos, a equipa médica optou por uma solução mais forte. O procedimento consistiu numa lavagem cirúrgica da prótese, também sob anestesia geral, destinada a remover pus e tecido infetado para combater a infeção bacteriana.
“Correu tudo como planeado. Ele passou dos cuidados intensivos para um quarto normal e, dadas as circunstâncias, está bem”, assegurou o filho.
Acompanhar a evolução
O passo seguinte é observar como o organismo reage ao tratamento. A evolução ditará o calendário de recuperação num processo que, segundo quem lhe é próximo, exigirá tempo e paciência.
“Agora temos de esperar para ver se a lavagem teve o efeito desejado”.