Como a luta pela vitória final na
Volta a Itália 2026 parece um duelo desequilibrado, as atenções dos adeptos viram-se para a batalha pelos restantes lugares do pódio, bem mais aberta e com um grande teste ainda por disputar nesta edição. Felix Gall parece firme no segundo posto, embora a vantagem seja de apenas um minuto, e o austríaco terá de manter-se alerta com
Jai Hindley pronto a aproveitar qualquer oportunidade. E
Thymen Arensman, em quarto, também ainda não atirou a toalha ao chão.
A décima nona etapa deste Giro decidiu-se entre fugitivos, mas a
classificação geral também sofreu várias alterações. A mais importante foi a troca no terceiro lugar: Thymen Arensman foi ultrapassado por Jai Hindley, que ganhou um minuto ao rival nas rampas de Piani di Pezze.
“Foi um dia duro. Subidas verdadeiramente épicas e estou muito orgulhoso da forma como os rapazes correram”, disse Hindley à chegada ao
Cycling Pro Net. “Foi também um dia bastante louco do ponto de vista tático, com alguns homens da geral no grupo.”
A
Red Bull - BORA - Hansgrohe conseguiu colocar
Giulio Pellizzari na fuga. E o italiano viria a ter um papel-chave na subida de Hindley na hierarquia: “O nosso plano era ter o Giulio na fuga para disputar a etapa ou, se não, ajudar-me em algum momento. Tiro-lhe o chapéu pelo que fez hoje. Foi uma grande exibição.”
O novo papel de Pellizzari
Giulio Pellizzari antes da 17ª etapa na Volta a Itália 2026
Antes desta edição do Giro, muitos apontavam Pellizzari como o principal adversário de Jonas Vingegaard na ausência de Joao Almeida ou Richard Carapaz. Porém, uma doença na segunda semana cobrou-lhe um preço alto e o jovem italiano saiu completamente da luta pela geral após alguns dias para esquecer. Mas, na sexta-feira, voltou a mostrar o Pellizzari que brilhou na Volta aos Alpes.
“O que ele fez hoje está longe de ser garantido. Sei que não tem sido a corrida mais fácil para ele, também a nível mental. Estou muito grato pelo que fez e também pelo resto da equipa. Não tivemos o Giro mais limpo, com doenças e afins. Os rapazes foram incríveis.”
Arensman perde terreno
Ao contrário de Hindley, Arensman não podia estar satisfeito com o desfecho da 19.ª etapa. A vantagem de meio minuto do neerlandês transformou-se num atraso, apesar de a Netcompany INEOS ter gasto vários homens a trabalhar para controlar a fuga. E, no fim, isso poderá até ter travado Derek Gee-West de se aproximar mais de Arensman.
“Foi bastante duro, para todos”, disse o neerlandês à Eurosport sobre a “etapa rainha” deste ano.
“Tivemos de ir a fundo e foi isso que fiz, subir o mais rápido possível. Prevalece a desilusão? O final deste Giro só chega em Roma”, atirou, desafiador. “Vou continuar a lutar. Hoje (sexta-feira) fiz tudo o que pude e tenho orgulho nisso. E ainda mais orgulho na minha equipa, porque todos deram o máximo. Fiz o meu melhor.”