Embora a etapa 12 devesse ser um dia mais descontraído para os candidatos à classificação geral, tanto Tadej Pogacar como Primoz Roglic foram apanhados em quedas, tendo este último perdido muito tempo por consequência disso.
Apesar do líder da Soudal - Quick-Step, Remco Evenepoel, ter sido o maior beneficiário involuntário da queda de Roglic, que fez com que o líder da Red Bull - BORA - hansgrohe perdesse mais de dois minutos e caísse para o sexto lugar da geral, a 4:42 de Tadej Pogacar, Evenepoel admite que partilha alguma simpatia pelo seu rival.
"Só soube depois da etapa terminar que Primoz Roglic tinha caído. Foi um final nervoso e agitado, com muitos obstáculos na estrada, por isso a corrida foi muito rápida nos últimos quilómetros", avalia Evenepoel na sua entrevista pós-etapa. "Parece um cliché, mas nós, os ciclistas da classificação geral, nunca temos um dia de folga numa prova por etapas. O que aconteceu a Primoz hoje, infelizmente, sublinha-o."
"Foi uma etapa muito dura. Houve uma grande luta pela fuga nos primeiros quilómetros e depois a Alpecin impôs um ritmo muito forte na secção montanhosa a meio da corrida. Felizmente, tudo acabou bem para nós", concluiu Evenepoel, que continua em 2º lugar da classificação geral, apenas a 1:04 de Tadej Pogacar. "Encontrei-me um pouco sozinho com Gianni Moscon, o que não foi o mais confortável, mas cheguei à meta sem problemas. O trabalho dos meus colegas de equipa é manter-me na frente o mais possível."