Axel Laurance entrou da melhor forma na
Settimana Internazionale Coppi e Bartali, ao vencer a etapa inaugural após um exigente sprint em subida nas ruas de Barolo. O corredor da
INEOS Grenadiers impôs-se num final seletivo, garantindo também a liderança da classificação geral.
Na discussão da etapa, Mauro Schmid (Team Jayco AlUla) foi segundo classificado, enquanto o experiente Diego Ulissi, da XDS Astana Team, terminou na terceira posição, continuando à procura da 50ª vitória da carreira.
Etapa dura, resolvida na rampa final Barolo
A etapa de abertura, com 161,2 quilómetros e partida em Barbaresco, começou com uma fuga numerosa que chegou a incluir sete corredores, entre os quais os britânicos Ben Granger (Solution Tech-Nippo-Rali) e Will Harding (Mg.K Vis Costruzioni e Ambiente). O grupo foi, no entanto, sempre controlado pelo pelotão, com a formação britânica da Ineos a assumir grande parte da perseguição ao longo das estradas onduladas da região vinícola do Piemonte.
Apesar de uma queda registada nos derradeiros 30 quilómetros, a corrida manteve-se sob controlo até à subida de segunda categoria de La Morra, situada a cerca de 11 quilómetros da meta, onde os fugitivos acabaram por ser alcançados.
Após o topo, o pelotão - impulsionado pelo trabalho de equipas como a EF Education-EasyPost e a Jayco AlUla - manteve-se compacto na descida em direção a Barolo, onde estava instalada a meta.
Já dentro dos últimos cinco quilómetros, a Ineos voltou a assumir o comando das operações, garantindo um posicionamento ideal para o final. A cerca de dois quilómetros da meta, o grupo principal seguia ainda compacto, preparando-se para a subida decisiva.
Foi na rampa final, com inclinações que chegaram aos 11%, que Laurance lançou o sprint. O francês arrancou com autoridade e conseguiu manter a vantagem até à linha de meta, confirmando a segunda vitória da temporada, depois do sucesso alcançado no Tour de la Provence.
Com este triunfo, o jovem corredor assume a liderança da geral numa prova de categoria 2.1, que se prolonga por cinco dias.
A segunda etapa, com 158 quilómetros entre Lodi e Massalengo, apresenta algumas dificuldades ao longo do percurso, mas tudo aponta para uma chegada ao sprint, desta vez num terreno bastante mais favorável aos velocistas.