A formação agora confirmada pela INEOS desenha um cenário tático bem diferente.
Em vez de construir à volta de um líder protegido, a equipa iniciará a Strade Bianche com:
INEOS Grenadiers – Strade Bianche 2026
Jack Haig
Lucas Hamilton
Kim Heiduk
Axel Laurance
Brandon Rivera
Artem Shmidt
Connor Swift
A ausência de Bernal sugere um afastamento da estrutura de liderança anunciada publicamente, rumo a uma abordagem mais flexível, assente em profundidade e oportunismo.
A omissão de Bernal é particularmente notável face ao seu histórico na corrida. O colombiano foi terceiro em 2021, provando que domina as exigências dos setores de sterrato da Toscana e o final explosivo em Siena.
Em alternativa, a INEOS apresenta um bloco com um leque mais amplo de soluções.
Haig e Hamilton acrescentam força nas subidas que decidem a corrida. Swift e Rivera trazem experiência em terreno duro e capacidade para atacar quando os setores de gravilha começarem a fracionar o pelotão. Laurance oferece finalização caso o desfecho seja num grupo reduzido, enquanto Heiduk e Shmidt reforçam o apoio numa disputa frequentemente desgastante e caótica, onde posicionamento e resiliência contam tanto como a potência pura.
Foco deverá virar-se para as voltas italianas
A ausência de Bernal da Strade Bianche pode também refletir as prioridades da equipa para as próximas semanas.
Na mesma entrevista, Basso descreveu um bloco italiano que prossegue imediatamente após a Strade, com Bernal previsto permanecer no país para o Tirreno–Adriático, onde ele e Thymen Arensman deverão liderar as ambições da equipa para a geral.
Essa corrida por etapas poderá oferecer sinais mais claros sobre a forma como a INEOS pretende abordar o Giro d’Italia mais adiante na temporada. Para já, porém, o destaque é a contradição entre o que foi dito e o que foi selecionado.
A INEOS apoiou Bernal publicamente como o seu foco para a Strade Bianche. A convocatória oficial agora conta uma história diferente.