O regresso de Tom Pidcock à competição, esta sexta-feira, na Brabantse Pijl 2025, ficou aquém das expectativas. O britânico da Q36.5 Pro Cycling Team terminou no 11.º lugar, a 27 segundos dos homens que discutiram a corrida, Remco Evenepoel e Wout van Aert, e fora do top 10, num dia em que procurava testar as pernas antes das clássicas das Ardenas.
Apesar da prestação discreta, Pidcock manteve a lucidez na análise pós corrida e reconheceu que lhe faltou capacidade de explosão para acompanhar os momentos decisivos.
“Penso que a primeira volta é o momento certo para se fazer a corrida. Nessa altura, todos ainda têm companheiros de equipa, pelo que é mais fácil forçar o ritmo e separar as coisas”, explicou após cruzar a meta.
“Faltava-me um pouco de explosividade. Senti-me bem, mas quando o ritmo aumentou, comecei a ter dificuldades.”
A corrida foi animada desde cedo e marcada pelo ataque de Evenepoel e Van Aert a cerca de 40 quilómetros da meta. Pidcock, que vinha de uma curta paragem após um início de temporada positivo, admitiu que o regresso à intensidade do pelotão não foi fácil.
“É muitas vezes assim para mim na primeira corrida de regresso. Não posso entrar a voar como o Remco”, comentou, num tom bem-humorado.
Olhos postos na Amstel
Apesar da performance modesta, o britânico não perdeu o foco. Com a Amstel Gold Race agendada para domingo, Pidcock mostra-se determinado a continuar a construir forma e regressar aos bons resultados.
“Estou satisfeito”, concluiu com optimismo. “Só há trabalho a fazer.”
Vencedor da Amstel em 2021, Pidcock é sempre um nome a ter em conta nas clássicas das Ardenas. O resultado desta sexta-feira poderá ter servido mais como afinação do motor do que como um reflexo do seu verdadeiro potencial para os dias que se seguem.
Carlos Silva é redator do CiclismoAtual.com e do CyclingUpToDate.com, onde contribui regularmente com crónicas de corrida, entrevistas, análises e cobertura em direto das principais competições do calendário internacional. Licenciado em Desporto pelo Instituto Jean Piaget, alia a formação académica na área do rendimento desportivo e da competição à experiência prática no jornalismo de ciclismo profissional.
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