“Bateu num buraco e a mão escapou do guiador”: diretor desportivo explica o que provocou a queda estranha de Remco Evenepoel

Ciclismo
quinta-feira, 26 março 2026 a 10:00
RemcoEvenepoel_InjuriesCatalunya2026
A terceira etapa da Volta à Catalunha prometia um sprint para velocistas mais versáteis, mas um ataque audaz de Remco Evenepoel, seguido por Jonas Vingegaard, quase roubou o protagonismo aos homens rápidos. A cooperação falhou nos metros finais e o desfecho azedou com a meta à vista. Para agravar, Evenepoel acrescentou frustração ao infortúnio ao cair no último quilómetro. O que aconteceu afinal?
Segundo o diretor desportivo da Red Bull - BORA - Hansgrohe, Klaas Lodewyck, a queda não resultou de contacto nem de um incidente típico de corrida. “Saiu das manetes de travão e tentou agarrar o guiador por baixo. Depois bateu num buraco na estrada e escorregou das barras”, explicou Lodewyck à Sporza.
“A roda da frente fugiu ligeiramente e ele deixou de ter controlo da bicicleta”, acrescentou, descrevendo um momento que apanhou o corredor totalmente desprevenido.
Acompanhado pelo jovem Luke Tuckwell, Evenepoel cruzou a meta pelo próprio pé, dois minutos após o vencedor da etapa, Dorian Godon. O belga apresentava contudo escoriações e sangramento no cotovelo esquerdo.

Vamos ver Remco na partida amanhã?

“O médico está a avaliá-lo agora. A partir daqui é dia a dia”, disse Lodewyck. “Primeiro temos de ver como passa a noite.”
Previa-se na quinta-feira um primeiro duelo entre favoritos à geral, com final na estância de ski de Vallter 2000, mas, felizmente para Evenepoel, a chegada em alto foi cancelada devido a rajadas de vento extremamente fortes, oferecendo ao belga um dia extra de recuperação. Vai precisar dele para as três últimas etapas desta Catalunha.
Dorian Godon bate Remco Evenepoel e Tom Pidcock no sprint da 1ª etapa da Volta à Catalunha 2026
Dorian Godon bate Remco Evenepoel e Tom Pidcock no sprint da 1ª etapa da Volta à Catalunha 2026

Muito em jogo

A 5ª etapa termina no interminável Coll de Pal após um dia com mais de 4.500 metros de desnível. No dia seguinte, o pelotão enfrenta o muito empinado Coll de Pradell e outro dia com perto de 4.000 metros de acumulado. Se ainda houver luta pela classificação geral nessa altura, a etapa caótica em Barcelona, com a subida de Montjuïc, pode baralhar as contas.
Remco Evenepoel vai precisar de toda a força disponível se quer discutir o triunfo final com Jonas Vingegaard nestas três etapas.
Mas, caso não seja autorizado a competir, talvez seja melhor desistir e recuperar antes das Ardenas. Afinal, a corrida espanhola não é o auge da época de Evenepoel - esse será a Volta a França, onde a Red Bull - BORA - Hansgrohe espera que a sua mais recente estrela desafie o tetracampeão Tadej Pogacar.
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