As primeiras corridas da época são sempre um teste crucial para os candidatos às Grandes Voltas aferirem o estado de forma após um longo inverno de treinos. Na
Volta ao Algarve de 2026, a
INEOS Grenadiers apresentou um bloco poderoso com duas novas estrelas - Kévin Vauquelin e
Oscar Onley - além de
Thymen Arensman para discutir a classificação geral. Apesar de algumas quedas infelizes na primeira chegada em alto, todos mostraram ter pernas para lutar na dianteira do pelotão.
Azar no Alto da Fóia
A segunda etapa ofereceu o primeiro grande teste na montanha.
Paul Seixas conquistou a sua primeira vitória como profissional, à frente de Juan Ayuso e Joao Almeida, após um sprint impressionante. A INEOS Grenadiers contou com superioridade numérica, com Onley em quarto, Vauquelin em nono e Arensman em 13º. Contudo, a equipa foi fortemente afetada quando Brandon McNulty caiu a 3,5 quilómetros da meta, precisamente quando a estrada endurecia.
“Correu bem, mas infelizmente um dos ciclistas da UAE caiu mesmo à minha frente, o que me deixou um pouco atrás quando os líderes atacaram,”
explicou Onley após a etapa. “A partir daí, limitei-me a ritmar até voltar ao grupo da frente, mas não creio que isso tenha mudado o resultado”.
Apesar do caos, Onley ficou muito satisfeito por correr com os novos colegas. “Foi muito bom rolar com os rapazes”, assinalou o britânico. “Sempre vi como a equipa aborda a corrida e foi bom fazer parte disso hoje, manter-nos seguros e bem colocados”.
“Dias como este são importantes para nós, homens da geral, aprendermos como cada um corre e como podemos trabalhar melhor juntos, por isso acho que estivemos muito bem para a primeira vez”, concluiu Onley.
Arensman também foi apanhado pelo mesmo incidente, mas recusou deixar que isso abalasse a confiança. “Etapa 2 feita”, escreveu Arensman aos seus seguidores no
Instagram. “Tive algum azar por ficar atrás de uma queda a 3,5 quilómetros da meta, mesmo quando os líderes atacaram”.
“Mas consegui mantê-los sempre debaixo de olho e estou contente com as sensações e a forma,” acrescentou. “Foi apenas azar. Agora segue-se o contrarrelógio, está tudo em aberto com uma equipa forte”.
Recuperação no contrarrelógio
Arensman cumpriu a promessa no dia seguinte. Enquanto o seu colega Filippo Ganna voou para a vitória no contrarrelógio individual, Arensman assinou uma excelente prestação para terminar em quinto na etapa, um segundo mais rápido do que o seu colega Vauquelin, colocando três INEOS no top 10.
Este bom desempenho projetou o neerlandês de 26 anos para o quinto lugar da classificação geral, comprovando que as pernas de montanha de quinta-feira não foram acaso. “Confirma o bom inverno que tive, e foi apenas azar ter ficado preso atrás de uma queda na quinta-feira”, partilhou Arensman nas redes sociais após o contrarrelógio.
Agora aponta à etapa final de montanha, no domingo, com ambição. “Feliz com o inverno, as sensações e o ambiente na equipa! Vamos manter isto e no domingo ainda é tudo possível”.