Aos 23 anos,
Davide Piganzoli cumpre a primeira época no escalão WorldTour e a responsabilidade é grande. A
Team Visma | Lease a Bike tem competido com
Jonas Vingegaard e incumbiu-o de apoiar o dinamarquês nas montanhas da
Volta a Itália, prova onde a formação neerlandesa parte como principal favorita ao triunfo final.
“No inverno de 2025, já tinha mantido as conversas necessárias com equipas WorldTour. Era uma decisão importante a tomar, mas senti de imediato uma boa energia na Team Visma | Lease a Bike”, partilhou Piganzoli à
Wielerevue. A contratação foi uma entre muitas com que a Visma procura extrair potencial dos seus corredores, sem orçamento para contratar grandes estrelas ou comprar contratos como fazem equipas como a UAE Team Emirates - XRG, a Red Bull - BORA - Hansgrohe e a Lidl-Trek.
“Esperam ajudar-me a evoluir para um dos líderes de classificações gerais. Os próximos três anos serão um excelente processo para perceber até onde posso ir. Este é o melhor ambiente para melhorar e descobrir onde estão os meus limites”. O plano é de longo prazo, mas o seu apoio pode ser valioso desde já.
O italiano mostrou desde o arranque da passagem pela Visma do que é capaz, ao
terminar em sexto na montanhosa Faun-Ardèche Classic, então vencida por Paul Seixas. “Tive um excelente inverno e, logo na primeira corrida da época, produzi potências excelentes”.
Jonas Vingegaard em contacto com Davide Piganzoli
Piganzoli correu o Paris-Nice, onde Vingegaard entrou à última hora, mas uma queda levou-o a abandonar, acabando por não ter grande influência no triunfo na geral. “O Jonas veio ter comigo para dar conselhos. Disse-me para manter a calma e não apressar a recuperação”, contou Piganzoli. “Na semana após o Paris-Nice, enviou-me outra mensagem a perguntar como me sentia e como estava a correr a recuperação. Quando um campeão como ele faz isso, significa muito para mim. Mostra o líder que é”.
Na Volta à Catalunha, os dois voltaram a juntar-se e o italiano apresentou boa forma, trabalhando nas etapas de montanha para o dinamarquês, que voltaria a vencer a classificação geral.
Piganzoli, Top 15 nas duas últimas edições do Giro, enfrenta agora a Corsa Rosa com um papel de gregário, mas integrado numa equipa que carrega grande dose de responsabilidade.