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7ª etapa do Tour Auvergne-Rhône-Alpes foi um dia caótico para a
Decathlon CMA CGM, que conseguiu responder melhor coletivamente do que na etapa anterior, onde permitiram que o grupo de 60 unidades fosse para a frente sem estarem representados, minimizando estragos, depois de ver
Paul Seixas sofrer uma queda e, mais tarde, perder tempo para rivais diretos como Isaac del Toro, Juan Ayuso e Matteo Jorgenson. Seixas manteve uma postura contida sobre o que aconteceu em corrida, mas o seu colega
Léo Bisiaux não escondeu o desagrado face à atitude do pelotão.
“Começou muito rápido. A corrida foi depois neutralizada por causa de uma descida com gravilha, e os organizadores voltaram a largar-nos noutra descida”,
explicou Bisiaux ao CyclingPro.net. Foi precisamente nesse momento, a 96 quilómetros da meta, que Seixas acabou por ir ao chão, num episódio que poderia ter tido consequências bem mais graves para a formação francesa.
“Acho que o Paul cometeu um pequeno erro por falta de concentração, ou houve algum contacto entre corredores (tal como parecia descrever após a meta numa conversa com Isaac del Toro). Infelizmente, caiu num momento em que todos estavam um pouco excitados”.
O jovem francês de 19 anos permaneceu no asfalto durante alguns minutos, mas nunca esteve em causa uma desistência. A equipa reagiu de imediato e reorganizou-se para tentar anular a diferença, que entretanto tinha ultrapassado os quatro minutos. Primeiro os roladores, já que a etapa estava na sua fase mais rápida e depois os trepadores, assim que a estrada voltou a empinar rumo às decisões.
Bisiaux acusa equipas rivais de comportamento antidesportivo
A UAE puxou durante grande parte da etapa e Isaac del Toro acabaria por vencê-la
Bisiaux tinha sido um dos elementos mais ativos no início da etapa, participando em vários ataques e integrando a frente da corrida. Mais tarde, foi chamado a recuar para apoiar a recuperação de Seixas. Já dentro do pelotão, protagonizou mesmo um momento de tensão, visível na transmissão televisiva, em que discutiu com um corredor que aparentava ser da UAE.
Nessa fase, UAE Team Emirates - XRG e Team Visma | Lease a Bike assumiam o controlo na frente do pelotão, com a Lidl-Trek a juntar-se mais tarde ao esforço, já durante a subida final. Não houve uma tentativa deliberada de isolar Seixas da luta pela geral, mas a realidade é que o ritmo imposto dificultou o trabalho da formação francesa.
As interpretações sobre o comportamento das equipas dividiram opiniões, sobretudo tendo em conta que a queda aconteceu numa fase já muito intensa da corrida e quando o francês parecia em risco de perder ainda mais tempo. Bisiaux, no entanto, não deixou passar o momento em claro.
“Foi um pouco dececionante em termos de fair play desportivo. Todas as equipas começaram a puxar. Estranhamente, hoje toda a gente quis ganhar a etapa, quando ontem ninguém quis”, atirou em tom acusatório.
“Mas é o que é. Veremos amanhã”- Seixas terminou em sétimo na etapa, depois de descolar relativamente cedo no Grand Colombier e remontar posições, e segue em sexto lugar na classificação geral, ainda bem posicionado na luta por um resultado de relevo, mas com dúvidas quanto ao seu estado físico, já Bisiaux terminou a etapa em 12º, depois de um esforço significativo no trabalho de perseguição.
“Ele limitou bastante os danos porque fez uma perseguição enorme atrás”, disse Bisiaux sobre o colega de equipa. “Ia bastante bem, mas já tinha sido obrigado a um esforço muito grande. Tentei dar tudo na subida final para o apoiar o máximo possível”.