“Estou a pensar ‘que raio é aquilo?’” - Colega de equipa revela que Mads Pedersen regressou aos treinos mais cedo, antes das clássicas do pavé

Ciclismo
sexta-feira, 27 fevereiro 2026 a 7:00
madspedersen
Foi a 04.02.2026 que Mads Pedersen caiu na Volta à Comunidade Valenciana, no seu primeiro dia de corrida da época, terminando com fraturas no punho e na clavícula. Durante algum tempo, pareceu que as clássicas da primavera estavam em risco, já que o dinamarquês enfrentava várias semanas sem bicicleta. Contudo, surpreendeu alguns colegas esta semana em Maiorca ao voltar à estrada mais cedo do que o esperado.
Não é rumor. O antigo campeão do mundo foi avistado por ciclistas amadores na zona, confirmando as palavras de Mathias Norsgaard, da Lidl-Trek, que explicou como o compatriota se juntou a ele na ilha espanhola. “Há uns dias, vejo-o à noite e ele está ali”, contou Norsgaard no podcast Forhjulslir com o jornalista da Eurosport, Anders Mielke.
“Ele tem de espremer uma laranja - não sei se faz parte do treino ou o quê – e vejo-o a contorcer-se de dor, dói que se farta. Claro que dói. Não passaram duas semanas desde a queda, certo?”.
Pedersen fraturou a clavícula, mas foi o punho que causou maior preocupação, porque normalmente não lhe permite pedalar na estrada com segurança – o controlo da bicicleta é crucial no pelotão; e ainda mais nos setores de empedrado, impiedosos e irregulares, onde Pedersen planeia competir mais tarde na primavera.

Pedersen regressa aos treinos sob o radar

Embora não seja confirmação de que Pedersen alinhará na Volta à Flandres e em Paris-Roubaix, é um bom sinal, já que tem, respetivamente, cinco e seis semanas até às corridas. As lesões permitiam-lhe treinar no rolo e não perder muita forma, mas evoluir seria um grande desafio sem poder sair para a estrada.
Mas Pedersen já voltou a pedalar no exterior. Norsgaard partilhou o momento curioso em que descobriu que o colega estava de novo na estrada: “Estou a treinar. Fizemos quatro horas e eu tinha de fazer mais uma. Estou a subir uma rampa íngreme lá atrás, viro-me e vejo um ciclista da Lidl-Trek com carro de apoio. Penso ‘que raio é isto?’”
“Depois aproximo-me e consigo ver as faixas de campeão do mundo. E digo-te – ele não vai a 300 watts, vai a um ritmo que me custa acompanhar. E só pensei: ‘Isto é inacreditável.’”
Em teoria, o corredor de 30 anos poderá regressar já na Milão–Sanremo, daqui a pouco mais de três semanas. Contudo, tudo dependerá de como o corpo reage ao aumento de carga nas próximas semanas, sobretudo o punho, mais do que as pernas.
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