Mais uma etapa da Volta a Itália e mais uma atuação sufocante de Tadej Pogacar. Geraint Thomas foi quinto no dia e, embora as suas ambições na Maglia Rosa pareçam agora longínquas, o galês ainda está na luta pelo pódio;
"Pensámos que a fuga teria uma boa oportunidade de singrar. Queríamos colocar o Jhonatan Narvaez e o Magnus Sheffield lá, o que conseguimos e isso foi bom", reflectiu Thomas após a etapa à Eurosport. Infelizmente, para a INEOS Grenadiers e para o resto do pelotão, a Pogacar e a UAE Team Emirates não permitiram grandes movimentações.
"A UAE impôs um bom ritmo na subida, por isso não deixaram de controlar a corrida e não sei se já tinham decidido ganhar a etapa no plano incial, mas certamente fizeram-no e nós sabíamos disso", continua. "Para mim, foi muito melhor do que ontem, noite e dia. Em termos de confiança, só tenho de me sentar, fazer o dia de hoje e depois seguir em frente."
"No final, senti-me muito confortável, fiquei bastante surpreendido porque os outros estavam a perder contacto e isso é sempre um bom sinal, acho eu. No sprint fiquei um pouco preso, mas não tinha pernas para sprintar com aqueles tipos", conclui, depois de ter perdido mais alguns segundos para Daniel Martinez na luta pelo 2º lugar. "Eu disse ao Thymen Arensman que eles iam impôr um ritmo sólido, o Rafal Majka ia puxar o máximo que pudesse e foi isso que aconteceu... Tiro o chapéu para eles hoje, eles realmente puxaram a corrida e prepararam tudo e, em seguida, o Tadej faz o que ele faz."
Carlos Silva é redator do CiclismoAtual.com e do CyclingUpToDate.com, onde contribui regularmente com crónicas de corrida, entrevistas, análises e cobertura em direto das principais competições do calendário internacional. Licenciado em Desporto pelo Instituto Jean Piaget, alia a formação académica na área do rendimento desportivo e da competição à experiência prática no jornalismo de ciclismo profissional.
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