Jonas Vingegaard tinha de tentar alguma coisa na etapa 15 da Volta a França e infelizmente para o duas vezes vencedor da Maillot Jaune, no entanto, embora o dinamarquês tenha sido capaz de destruir quase toda a gente na subida final no Plateau de Beille, Tadej Pogacar mostrou-se ainda mais forte que o homem da Visma.
Depois de Vingegaard ter atacado a pouco mais de 10 quilómetros do fim, os dois rivais históricos estavam num "mano a mano" na estrada. O dinamarquês queria que o esloveno passa-se pela frente e em vez de puxar, Pogacar decidiu lançar um ataque brutal, deixando Vingegaard sem resposta e acabando por ganhar mais de um minuto no dia para aumentar a sua vantagem para mais de três minutos na classificação geral.
A ultima subida do dia onde todos os ataques surgiram
"Nunca duvidei do nosso plano. Temos um bom plano e tem funcionado nos últimos dois anos", reflecte Vingegaard numa entrevista após a etapa à ITV Sport. "Não estou desiludido e não me arrependo de nada, porque hoje cumprimos o plano na perfeição. Ele foi simplesmente melhor, é assim que as coisas são. Por isso, parabéns para ele".
"Falámos com o Matteo Jorgenson, pois ele tinha de fazer um esforço de 15-20 minutos desde o inicio da subida e foi isso que ele fez", conclui Vingegaard, referindo-se ao ataque algo precoce que lançou a mais de 10 km da meta. "Acho que até fez um esforço melhor do que tínhamos falado, todos os rapazes estiveram muito bem hoje. Por isso, a equipa esteve muito, muito bem e, como digo, não posso estar desiludido de todo."
Carlos Silva é redator do CiclismoAtual.com e do CyclingUpToDate.com, onde contribui regularmente com crónicas de corrida, entrevistas, análises e cobertura em direto das principais competições do calendário internacional. Licenciado em Desporto pelo Instituto Jean Piaget, alia a formação académica na área do rendimento desportivo e da competição à experiência prática no jornalismo de ciclismo profissional.
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