“Não quis ficar encaixotado” - Paul Magnier arrisca ao vento para somar a segunda vitória da semana num sprint com vento de frente no Algarve

Ciclismo
sábado, 21 fevereiro 2026 a 19:00
Paul Magnier
Paul Magnier confiou mais no instinto do que no conforto na 4ª etapa da Volta ao Algarve, lançando-se cedo contra um forte vento de frente para garantir a segunda vitória da semana e reforçar a sua autoridade nas chegadas rápidas.
Após um dia controlado que terminou exatamente como previsto em Lagos, o corredor Paul Magnier tomou a decisão decisiva já na reta final.
Em vez de esperar e arriscar ficar fechado, Magnier preferiu expor-se ao vento a hesitar e comprometeu-se de longe.
“Não queria ficar encaixotado”, explicou depois da chegada, em conversa com a Cycling Pro Net. “Por isso preferi levar um pouco de vento naquela última reta para garantir que podia lançar o sprint”.

Timing acima da proteção num final caótico

Os quilómetros finais estiveram longe de ser simples. A aproximação combinou curtas rampas, uma descida rápida e vento de frente na reta da meta, obrigando os sprinters a reajustar constantemente a colocação. Magnier reconheceu que, apesar de a chegada poder ter parecido limpa do exterior, o esforço esteve longe de ser simples.
“Pode ter parecido fácil, mas foi mesmo difícil”, contrapôs. “Os últimos três quilómetros foram a fundo, com aquelas pequenas subidas, depois a descida e, por fim, a reta com vento de frente”.
Crucialmente, Magnier não esteve isolado quando mais importava. Manteve dois colegas com ele dentro do último quilómetro, detalhe que fez questão de sublinhar. “Ainda tinha dois companheiros no último quilómetro, e isso ajudou muito”, referiu. “Depois senti-me muito forte hoje, por isso consegui acelerar mesmo nos últimos 200 metros”.

Confiança a crescer no momento certo

Esperava-se um dos sprints mais disputados da corrida, com várias equipas a controlar o pelotão assim que os últimos fugitivos foram alcançados a cerca de 25 quilómetros da meta. Com as equipas da geral focadas em evitar riscos, a etapa tornou-se um teste puro de sangue-frio e timing.
A decisão de Magnier em lançar cedo eliminou as incertezas. Ao abrir o sprint primeiro e mantê-lo até à linha, retirou qualquer hipótese de ficar bloqueado quando a estrada afunilou e o vento apertou. “Hoje foi uma questão de timing”, acrescentou. “Geri um pouco na subida, depois os outros voltaram na descida e isso deu-me o apoio de que precisava. Na reta final, só queria garantir que podia lançar, e no fim consegui ir mesmo até ao limite”.
Com duas vitórias já garantidas, Magnier sai do Algarve com o embalo do seu lado à medida que a época vira para as clássicas da primavera. “É um início de época super”, avaliou. “Agora podemos focar-nos mesmo nas clássicas, e estou muito feliz por começar o ano com vitórias destas”.
Para Magnier, a mensagem vinda de Lagos foi clara. Quando a chegada é incerta e o vento sopra contra, lançar primeiro pode ser a opção mais segura de todas.
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