Perfil e percurso da Volta à Flandres 2026

Ciclismo
quinta-feira, 26 março 2026 a 14:00
Perfil_VoltaAFlandres2026
O segundo monumento da época disputa-se a 5/4. Trata-se da Volta à Flandres, rainha das clássicas flandriennes e a que reúne mais grandes “bergs” empedrados da região. Analisamos o seu perfil; a partida e a chegada estão previstas para as 08:20 e 14:20.
A “Ronde van Vlaanderen” nasceu em 1913, com Paul Deman a vencer a primeira edição. É a maior corrida numa região onde o ciclismo é rei, marcada pelas subidas em paralelo e paisagens tradicionais. Sete corredores partilham o recorde de três vitórias, incluindo figuras de várias gerações como Johan Museeuw, Tom Boonen, Fabian Cancellara e Mathieu van der Poel. Mas tantos outros grandes nomes também venceram aqui…
Rik van Steenbergen, Rik van Looy, Tom Simpson, Eddy Merckx, Roger de Vlaeminck, Jan Raas, Adrie van der Poel, Eddy Planckaert, Michele Bartoli, Peter van Petegem, só para citar alguns… No ciclismo mais recente tivemos Tom Boonen (2005, 2006 e 2012), Fabian Cancellara (2010, 2013 e 2014) e Mathieu van der Poel (2020, 2022 e 2024) a triunfar por três vezes. Pelo meio, figuras lendárias como Stijn Devolder, Alexander Kristoff, Peter Sagan, Philippe Gilbert, Niki Terpstra, Alberto Bettiol, Kasper Asgreen… E a adição mais recente ao palmarés: Tadej Pogacar. Em 2023, o esloveno venceu com um ataque a solo sobre Mathieu van der Poel e em 2025 repetiu a dose numa edição com um final espetacular.

Perfil: Antuérpia - Oudenaarde

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Antuérpia - Oudenaarde, 278,5 quilómetros
278,5 quilómetros no menu este ano. A distância promete uma corrida brutal. A Volta à Flandres é, desde sempre, território para corredores capazes de render ao mais alto nível durante muitas horas e, este ano, essa capacidade será levada ao limite. A partida em Antuérpia antecede pouco mais de 135 quilómetros maioritariamente calmos, sensivelmente metade da prova. Porém, na segunda metade tudo muda, com o Oude Kwaremont a abrir as hostilidades a 136 quilómetros da meta.
Dos 130 aos 80 quilómetros para o fim haverá uma longa sucessão de “bergs” e setores de paralelo que irão afinar o pelotão. Normalmente, vemos ataques táticos nesta fase, e muitos, pois as equipas tentam antecipar os principais favoritos antes da combinação Kwaremont–Paterberg–Koppenberg, onde a corrida inevitavelmente parte. No pelotão, apesar de muita estrada plana, ainda será cedo o suficiente para que alguns gregários mantenham um ritmo elevado.
A zona crucial começa na segunda passagem pelo Oude Kwaremont. Kwaremont, Koppenberg e Paterberg surgem em rápida sucessão e este trio não só destrói o pelotão, como oferece oportunidades para ataques potencialmente decisivos. Surgem a 55,5, 51,5 e 45,5 quilómetros da chegada. Poucos resistirão no grupo principal depois disso e, com um lote reduzido, os ataques decisivos também podem chegar mais tarde, já que a capacidade de perseguição perde peso.
O Koppenberg, em particular, é a subida mais difícil da corrida e uma daquelas onde os trepadores podem realmente fazer a diferença, pois não se trata de um esforço explosivo. Os 600 metros empedrados têm média de 13% e tocam os 21% máximos, um esforço anaeróbico brutal com as rampas mais duras perto da base.
Koppenberg: 600 metros; 13,3%; 45,5 km para o fim
Koppenberg: 600 metros; 13,3%; 45,5 km para o fim
Mariaborrestraat (40 km para o fim), Taaienberg (38,5 km) e Oude Kruisberg (26,5 km) seguem-se e oferecem mais plataformas para ataques perigosos. Após uma curta descida, a corrida entra nos setores finais.
Pela terceira e última vez, o Oude Kwaremont. Um “berg” esgotante, de pendentes irregulares, que coroa a 16,5 km da meta.
Oude Kwaremont: 2,5 km; 3,7%; 16,5 km
Oude Kwaremont: 2,5 km; 3,7%; 16,5 km
E, depois de um curto troço, o último “berg” da prova é, como sempre, capaz de fazer diferenças: o Paterberg. Curto mas incisivo, é basicamente um minuto a fundo após cerca de 6:30 horas de corrida dura, onde a roda não conta. Uma subida que quase todos conhecem de olhos fechados, mas onde ninguém disfarça as pernas; o topo surge a 13 quilómetros do fim.
Paterberg: 400 metros; 13,5%; 13 km para o fim
Paterberg: 400 metros; 13,5%; 13 km para o fim
Como todos os anos, a aproximação a Oudenaarde é penosa. Totalmente plana após a curta descida do Paterberg, ainda é terreno para ataques, mas tudo depende do que acontecer nas subidas.
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