Primoz Roglic e
Giulio Pellizzari vão ambos alinhar na Milan–Sanremo este fim de semana. A
Red Bull - BORA - hansgrohe ainda não revelou o alinhamento a dois dias da prova, mas divulgou uma antevisão com declarações de um dos líderes,
Laurence Pithie, nas quais o neozelandês confirmou a presença dos dois trepadores naquela que já foi apelidada de “monumento dos sprinters”.
Na Paris-Nice, Pithie mostrou boa forma, a perseguir os seus próprios resultados e a ajudar simultaneamente as ambições da equipa na geral. “Trabalhámos muito bem como equipa e todos estivemos em grande forma para lutar pelos resultados que pretendíamos”, disse Pithie num
comunicado de imprensa.
“Estivemos frequentemente no top-5 na maioria das etapas, por isso foi uma semana muito positiva. Mesmo que quase tenha descarrilado no último dia, conseguimos salvar a classificação com bom trabalho de equipa, e o Dani levou o pódio da geral para casa.”
Um segundo lugar na etapa 2 podia ter sido a sua primeira vitória profissional pela formação alemã, mas o reforço para 2025 continua sem erguer os braços com a Red Bull - BORA.
“Ando à procura de uma vitória desde o início da época. Já estive perto algumas vezes, e esse segundo lugar deixa-me com ainda mais fome de lutar por mais. Acho que preciso apenas de um pouco de sorte a meu favor e que as coisas encaixem. A vitória não deve estar longe, espero.”
A concorrência é fortíssima, mas, no papel, a Sanremo assenta-lhe muito bem. Em 2024, foi 15.º, confirmando potencial para um grande resultado. “Sem dúvida, a versatilidade é uma das minhas forças. Não sou o melhor sprinter, mas subo bastante bem. Se conseguir passar as subidas com um grupo selecionado, essa versatilidade ajuda-me muito. Neste momento, diria que é um dos meus maiores trunfos.”
Roglic e Pellizzari na equipa para a Sanremo
Houve muitas dúvidas no início do ano sobre uma eventual presença de Remco Evenepoel, hipótese entretanto descartada. Maxim van Gils estava apontado à corrida,
mas sofreu lesões graves na Clásica Jaen Paraiso Interior que lhe deram cabo da temporada.
Pithie deverá ter a companhia de Danny van Poppel e Tim van Dijke, um bloco inicialmente talhado para um eventual sprint; mas ao que tudo indica, essa não será a única carta a jogar.
“Acho que a Sanremo é uma corrida difícil de interpretar e está sempre a evoluir; com o Pogačar a tentar ir a fundo na Cipressa, deixou de ser uma prova de sprinters e agora é preciso subir muito bem. Sinceramente, nunca se consegue perceber totalmente a corrida, mas o posicionamento é, sem dúvida, muito importante. As minhas primeiras participações ensinaram-me onde tenho de estar e quando gastar as munições.”
Pithie revela que tanto Primoz Roglic como Giulio Pellizzari, que correram a Tirreno-Adriático e a Milão-Turim, estarão no Monumento italiano. A presença de Pellizzari surpreende em particular, tendo em conta que se queixou de uma tendinite durante a Tirreno, mas continua com um calendário muito carregado e ainda acrescenta mais uma corrida.
“No ano passado foi assim também, quando o Pogacar atacou, e provavelmente terão o mesmo objetivo este ano. O nosso plano será seguir esse movimento se conseguirmos, com o Primož e o Giulio”, disse Pithie.
“Para mim, é ver onde estou e tentar estar lá. E, se reagrupar para um sprint, então sprintar pelo melhor resultado possível. O posicionamento antes da Cipressa vai ser o mais importante. Se conseguir estar bem colocado, vou tentar seguir.”