Jay Vine soma, até agora em 2026, uma curiosa proporção de 50% vitórias para desistências. O australiano de 30 anos abriu a época com o título nacional de contrarrelógio, abandonou a prova de fundo e, de seguida, conquistou a geral no
Tour Down Under. Porém, o triunfo esteve longe de ser simples. Na penúltima etapa, em redor de Stirling,
um canguru atravessou-se no pelotão, derrubando o então líder Jhonatan Narváez e provocando também uma queda a Vine, que resultou numa lesão e dois meses fora de competição.
“Toda a gente já sabe. Um canguru saltou para dentro do pelotão, provocando uma queda de metade do grupo”, recorda, em declarações à
Sporza. “Correu mundo, mas seria bom que o ciclismo fosse notícia por algo diferente de um canguru a saltar à frente dos corredores. É o que é.”
Vine pareceu inicialmente ter escapado com um susto, mas acabou por sofrer uma fratura no pulso esquerdo. Para o australiano, foi o início de mais um processo de reabilitação. Só na segunda metade de março regressou à competição, na
Volta à Catalunha.
Jay Vine subiu ao pódio do contrarrelógio no Campeonato do Mundo em 2025
Apesar da paragem forçada, Vine admite que a sensação na mão está longe do ideal e que uma lesão no pulso pode demorar meses a cicatrizar totalmente. “Estou bem, mas claro que continuo em reabilitação, e isso pode demorar 9 a 12 meses.”
O australiano baixa, por isso, as expectativas para os próximos dias, com o pelotão a entrar na montanha catalã. “Seria bom conseguir um resultado, mas não creio estar ainda num nível suficiente para discutir com estes corredores. Temos o
João Almeida e o Brandon McNulty em excelente forma. O objetivo é apoiá-los.”
Entretanto, a má sorte voltou a bater à porta de Vine na terceira etapa da Volta à Catalunha, caindo a 70 quilómetros da meta. Desde então, ficou confirmado que o corredor da UAE abandonou a tirada, sendo expectada uma atualização médica para mais tarde.