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Team SD Worx - Protime voltará a captar todos os olhares em 2026 graças aos seus equipamentos chamativos, como se as prestações de outro planeta não bastassem para atrair atenção. Lorena Wiebes deverá somar numerosas vitórias com ss novas cores, mas e
Lotte Kopecky? 2025 ficou aquém, será 2026 diferente?
No dia dedicado à imprensa, a antiga campeã do mundo garantiu que estava “com muita vontade de começar a nova época”. “Tive uma preparação longa e lenta por causa daquela lesão no final da última temporada. Por isso, praticamente não tive férias nem descanso real. Só estive fora três dias numa ida à neve entre o Natal e a Passagem de Ano. Serviu para limpar a cabeça e arrancar para a preparação com toda a motivação.”
Na última temporada, Kopecky, focada sobretudo no Tour, viveu um ano tão difícil que mal chegou à Grande Boucle
em condições de ser apenas um apoio para a sprinter Wiebes e para a líder da CG Anna van der Breggen. Depois esteve um mês sem competir e regressou com uma vitória numa etapa na Ardéche. O entusiasmo durou pouco
e a temporada terminou no dia seguinte com mais uma queda.
“Na época passada nunca senti que estivesse no topo. Foi um ano frustrante. Embora não tenha sido para esquecer. Ganhei a Volta à Flandres – poucos o podem dizer. De qualquer forma, tento retirar o máximo possível e deixar o negativo para trás.”
Assim, Kopecky voltará a focar-se no que mais gosta: as clássicas. “Sei que agora não devo pensar no Tour, enquanto o percurso não me favorecer. Estou feliz por voltar a concentrar-me no que faço bem. O meu coração está na primavera, nas clássicas como a Volta à Flandres. Adorava vencer essa corrida esta época, mesmo já estando três vezes no meu palmarés.”
Com Lorena Wiebes, Kopecky terá uma forte rival dentro de portas. “Mas entendemo-nos bem”, sublinha a belga, afastando qualquer ideia de mau ambiente entre as duas estrelas, como poderia ter acontecido no passado quando a também superestrela Demi Vollering estava na equipa.
“Há dois anos, as duas fizemos uma época fantástica. Já provámos no passado que conseguimos ‘acertar’ as coisas entre nós. Estou certa de que voltaremos a gerir isso bem, nas corridas em que ambas podemos ganhar.”
Lorena Wiebes, Lotte Kopecky e Demi Vollering
Nas nuvens
Por fim, mais um tema em torno de Kopecky que dominou as manchetes no Ano Novo: a relação com o antigo corredor Axel Merckx, filho do lendário “Canibal” Eddy. Aos 30 anos, descreveu o novo companheiro como “
alguém em quem posso confiar” numa recente entrevista à
Sporza.
Isso dá asas extra a Kopecky? “Estar feliz é bom para qualquer pessoa. (risos) Não sei bem o que dizer. Estamos muito felizes juntos. O Axel também sabe o que o ciclismo implica e o que é preciso. Conhece a vida que se tem de levar. Nesse aspeto, estamos em sintonia.”