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Volta a Múrcia 2026 abriu esta sexta-feira com uma etapa invulgar. O vento forte obrigou a organização a cortar mais de metade do percurso. A corrida fixou-se em 83 quilómetros, terreno ideal para ataques desde o quilómetro zero – e a
UAE Team Emirates - XRG não facilitou.
A vitória sorriu a
Marc Soler, o homem do dia. Mas tudo começou com um arranque de Benoit Cosnefroy, reforço emirático esta época. Depois de ser alcançado, a UAE colocou Soler em fuga com Julius Johansen e, minutos depois, Tim Wellens também fez a ponte.
A UAE Team Emirates - XRG tinha a etapa controlada e sabia que era a formação mais forte, apesar de três homens da Movistar Team também estarem na escapada: Raúl García Pierna, Juan Pedro López e Jefferson Cepeda. Marc Soler resolveu com um ataque demolidor a pouco menos de 40 quilómetros da meta.
O espanhol seguiu destacado com Julius Johansen e ninguém os conseguiu trazer de volta. A certa altura, Soler até pareceu em apuros, mas, pela sua capacidade em subida, fazia sentido que o dinamarquês assumisse a maior fatia do trabalho antes do pequeno ascenso que surgia a apenas 4 quilómetros do fim.
A UAE selou um impressionante e merecido 1–2 na chegada, com Marc Soler a cortar a meta em solitário após se destacar no Alto Virgen del Castillo com a anuência do colega. Por isso, nas declarações pós-etapa, o catalão só teve palavras de agradecimento pelo trabalho efetuado.
Marc Soler venceu a 1ª etapa da Volta a Múrcia 2026
“Estou muito contente com o trabalho da equipa. Desde o início estivemos ligados o tempo todo. Depois, quando a etapa entrou no momento-chave, o Julius Johansen e eu escapámos e, a partir daí, foi a fundo até à meta”, descreveu. Mas não foi só o esforço decisivo de Johansen a ajudar na vitória; contou também a leitura tática de Wellens, tanto no pelotão principal como no grupo perseguidor.
“O Tim Wellens ajudou-nos muito ao longo da etapa. Foi um grande trabalho de equipa e resta apenas dar os parabéns a todos”, acrescentou Soler sobre a exibição do colega, a controlar e a atacar quando o momento exigia.
Soler aponta agora à geral
Os 40 segundos que Soler ganhou na estrada a Tom Pidcock e 1:01 minutos aos restantes mais diretos concorrentes – mais as bonificações – deverão dar ao catalão uma almofada suficiente para ser o homem a bater.
A última etapa inclui alguma montanha e vai pôr Soler à prova, mas o corredor de 32 anos mostrou hoje estar no seu melhor e não será fácil destroná-lo.
“Amanhã é para defender a classificação geral. Vamos ver como abordamos a etapa, porque o vento vai soprar forte outra vez. Mas estamos muito motivados para dar tudo”, concluiu o vencedor da etapa.