“Aterrei com muita força sobre a cabeça”: Um erro custou a Puck Pieterse a hipótese de título mundial em Hulst

Ciclocrosse
domingo, 01 fevereiro 2026 a 8:00
CYCLOCROSS_PuckPieterse
Como se previa, a prova das elites femininas no Campeonato do Mundo de ciclocrosse transformou-se num duelo estritamente neerlandês pelos primeiros lugares, com as mulheres de laranja a arrecadarem, no final, as três medalhas. Após cinco anos de espera, Lucinda Brand voltou ao trono do ciclocrosse, com Ceylin Alvarado e Puck Pieterse a completarem o pódio.
Enquanto Brand deixou Alvarado para trás na derradeira aceleração, não saberemos se Pieterse poderia ter discutido o título com a compatriota, já que a jovem de 23 anos caiu numa das descidas íngremes e foi obrigada a trocar de bicicleta. Essa perda de tempo revelou-se irrecuperável.
“As diferenças aqui são tão pequenas; mesmo dez segundos já é uma margem grande demais para fechar. Também senti que não iria conseguir voltar rapidamente, a menos que elas se marcassem muito”, admitiu, com franqueza, em entrevista ao In de Leiderstrui.
Como consequência, Pieterse ficou no grande grupo que lutava pela medalha de bronze. “Acho que tirei o máximo da situação. A Lucinda e a Ceylin não abrandaram, claro. Andaram muito forte e, tendo em conta a época que fizeram, foi merecido”.
E o que aconteceu para Pieterse cair? “Não sei, ainda tenho de rever. Entras naquela descida com noção do risco e velocidade, mas acho que a roda da frente escorregou. Bati com a cabeça com alguma força e sabia que a Lucinda e a Ceylin, logicamente, não iam esperar. Infelizmente. (risos) Tive de trocar de bicicleta e foi assim que o grupo perseguidor me apanhou. A partir daí sabes que não vais fechar uma diferença de trinta segundos”.
Lucinda Brand vence o Campeonato do Mundo de ciclocrosse de 2026
Lucinda Brand festeja a vitória no Campeonato do Mundo de ciclocrosse de 2026

Bónus de casa

O grupo perseguidor juntava várias nacionalidades: a checa Kristyna Zemanova, a belga Marion Norbert-Riberolle, a húngara Blanka Vas, a francesa Amandine Fouquenet, a suíça Jolanda Neff e a britânica Zoe Backstedt. Pieterse estava em desvantagem, com todas a vigiarem a neerlandesa, mas o público da casa apareceu quando mais precisou.
“Normalmente, só tens noção de quantas pessoas estão presentes no pódio, mas hoje foi diferente. Na última volta, tinha cinco não-neerlandesas na roda e senti mesmo todo o apoio. Dei por mim a pensar: estas pessoas estão todas a torcer por mim! E isso ajudou”.

Ceylin Alvarado

Ao contrário de Pieterse, a 27 anos, Alvarado pode apontar a si própria a responsabilidade pela derrota. A campeã do mundo de 2020 começou forte e comandou as primeiras voltas. Porém, quando Brand acelerou na terceira volta, Alvarado percebeu o que aí vinha.
“Hoje houve alguém simplesmente melhor, é esse o resumo”, expressou Alvarado em declarações à Sporza, referindo-se a Brand.
“Tentei, mas percebi cedo que não estava a sair como queria. Quando a Lucinda arrancou, simplesmente não consegui seguir. Na perseguição, a diferença não diminuía, mas também não aumentava”.
A diferença entre as duas estabilizou em cerca de cinco segundos durante algum tempo, e uma queda invulgar de Brand permitiu a Alvarado reentrar. “Quando a Lucinda caiu, tive uma segunda oportunidade”, explicou a vice-campeã. “Depois pensei: e agora? Mas depressa ficou claro que ela era a corredora mais forte”.
“Continuei a puxar, porque nunca sabes ao certo”, insistiu Alvarado, sem baixar os braços. Ao mesmo tempo, reconheceu a dificuldade da tarefa. “A diferença foi aumentando e notava-se que ela era a melhor. Fez uma época excelente. E penso que isto é a consagração máxima para ela”, elogiou a compatriota.
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