Lucinda Brand assinou uma época extraordinária, vencendo a Taça do Mundo e o Troféu X2O com total domínio, somando ainda triunfos em quase todas as corridas que disputou neste inverno e falhando o pódio apenas uma vez. Faltavam-lhe, porém, os títulos europeu e neerlandês; combinado com a subida de forma de Puck Pieterse e Ceylin del Carmen Alvarado, isso gerou alguma apreensão no “clã” da veterana. Ainda assim, sob pressão,
conseguiu vencer hoje o Campeonato do Mundo de ciclocrosse.
“É maravilhoso ganhar a prova mais importante da época quando já tinhas feito uma grande temporada. Quero dizer, quando tudo corre tão bem, naturalmente também queres vencer esta”, afirmou Brand na entrevista pós-corrida. “Claro que estou aliviada, mas esse alívio poderia ter sido ainda maior se ainda não tivesse conquistado o título mundial”.
Em 2021, Brand já havia envergado a camisola arco-íris, mas, com Fem van Empel a dominar nos últimos anos, havia a grande dúvida se Brand conseguiria voltar a fazê-lo. Este ano abriu-se, porém, uma oportunidade significativa, com van Empel a afastar-se da modalidade e Brand a ficar sem grande oposição em boa parte da temporada.
Hoje, no entanto, estava em jogo talvez o dia mais importante do seu ano, com toda a pressão associada. O mesmo se aplicava às rivais. Puck Pieterse sofreu uma queda relevante durante a corrida e Brand apresentou as melhores pernas para selar uma prova quase perfeita, batendo Ceylin del Carmen Alvarado e voltando a vestir a camisola arco-íris.
“Vencer aqui, perante o público da casa, é verdadeiramente fantástico. É muito especial”, admitiu. “Havia tanta gente a apoiar-me, muito mais do que os cinco elementos de staff que normalmente o fazem”.