No primeiro grande cross da época, em Beringen, houve fogo de artifício, mas não o que se esperava inicialmente. Eli Iserbyt, uma das principais caras do ciclocrosse, caiu juntamente com o antigo colega de equipa Ryan Kamp e depois pisou a bicicleta dele, partindo-lhe o desviador de propósito. Os dois tiveram uma breve discussão e o belga acabou por ser suspenso e multado de forma pesada, sanções com o que Bart Wellens concorda.
Foi um momento muito aceso e captado pelas cameras televisivas. Iserbyt e Kamp caíram e deu-se o incidente. Kamp não pôde lutar por um bom resultado e Iserbyt acabou desclassificado. Pouco depois foi multado em 100 francos suíços e na semana seguinte, a UCI multou-o oficialmente em 2500 francos suíços e suspendeu-o por três corridas, onde se incluiu uma ronda da Taça Superprestige, em que é o atual campeão em titulo.
"Rigoroso mas justo. Três corridas e uma multa de 2600 euros, não é nada de mais. Mas um castigo não é um castigo se não for rigoroso. A UCI fez bem em tomar uma decisão rápida, também para o Eli", disse o antigo profissional Bart Wellens ao Het Nieuwsblad. "Eu próprio fui suspenso durante um mês pelo meu pontapé em Overijse, em setembro. Na altura ainda havia competições em setembro. E sim, nessa altura eles andavam atrás do meu dinheiro, tal como andam agora atrás do dinheiro do Eli".
Com a Taça do Mundo a apresentar menos corridas e (principalmente) um calendário muito mais compacto esta época, as consequências para Iserbyt não serão muito grandes. Iserbyt deverá voltar à competição este fim de semana, antes do Koppenbergcross e do Campeonato da Europa que se realiza no início de novembro.
"Mesmo assim, podia ter sido pior. Agora falta uma ronda do Superprestige e duas do Exact Cross. Se tivessem esperado mais tempo, ele poderia ter de falhar as rondas da Taça do Mundo e isso teria sido pior", concluiu Wellens.
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