A Movistar terá afastado Ruben Guerreiro por infração de normas antidoping

Ciclismo
terça-feira, 06 janeiro 2026 a 19:09
rubenguerreiro
A Movistar Team tem estado debaixo de fogo nos últimos meses: Oier Lazkano foi suspenso provisoriamente pela UCI devido a anomalias no passaporte biológico registadas durante o seu período na equipa, enquanto o ex-corredor Vinicius Rangel falhou três vezes a atualização da sua localização num período de 12 meses, valendo-lhe quase dois anos de suspensão. Ao que tudo indica, o brasileiro não foi o único a falhar as comunicações de localização: Ruben Guerreiro terá feito o mesmo e foi discretamente afastado da equipa.
A época de 2026 já arrancou e há sangue novo na Movistar, com Roger Adrià, Cian Uijtdebroeks e Raul Garcia Pierna. Saíram veteranos como Fernando Gaviria e Davide Cimolai e há dois corredores sem contrato para 2026: Antonio Pedrero e Ruben Guerreiro. O português não renovou com a formação espanhola e não marcou presença na apresentação, o que confirma a sua saída. Uma separação que nunca foi anunciada, e foi resolvida internamente nos corredores da Movistar.
Haverá, porém, motivo para o silêncio em torno de Ruben Guerreiro. O AS noticiou que, em 2025, o corredor não declarou uma localização no ADAMS (Anti-Doping Administration System), situação idêntica à que levou à suspensão de Rangel. Embora Guerreiro tenha apenas uma infração, sem consequências diretas, o episódio levanta dúvidas. Todos os profissionais são obrigados a reportar a localização para permitir controlos antidoping ao longo do ano, e reportar o uso de medicação ou substâncias externas potencialmente geradoras de um controlo positivo, que devem também ser previamente declarados.

Futuro e carreira em risco

Não há, para já, explicações sobre o que originou o incidente, nem sobre o futuro do Cowboy de Pegões de 31 anos. Um conjunto de problemas persistentes, sobretudo uma hérnia sofrida em janeiro de 20204, condicionou-o durante 2025, impedindo-o de recuperar o nível que o levou a vencer uma etapa e a camisola da montanha na Volta à Itália de 2020, o Mont Ventoux Dénivelé Challenge em 2022 e o AlUla Tour em 2023, já com a equipa espanhola. Fontes adiantaram ao CiclismoAtual em dezembro, que é pouco provável que Guerreiro prossiga a carreira a nível continental em Portugal e que a retirada do ciclismo é, neste momento, o cenário mais provável, uma vez que as limitações físicas persistem.
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