Giulio Ciccone chegou à
Volta a Itália 2026 com o objetivo de caçar etapas e, potencialmente, a classificação da montanha. Depois de um início forte, o italiano vestiu a maglia rosa, o que o motivou a manter-se no topo da geral. Contudo, após a etapa deste sábado, o italiano pôs fim a qualquer plano de geral,
perdendo tempo de forma deliberada para poder perseguir o seu principal objetivo.
Há que dizer, porém, que ao subir ao pódio com a maglia rosa, Ciccone cumpriu um dos grandes objetivos da carreira. Mas na 5ª etapa, com chuva e muito desnível, a
Lidl-Trek não conseguiu controlar a fuga que levou Afonso Eulálio à liderança da corrida.
Visma e Bahrain não quiseram Ciccone na fuga
Ciccone não abandonou de imediato a geral, já que a chegada em alto ao Blockhaus é quase terreno caseiro para si e serviu para testar a forma face aos principais rivais. Mas na etapa 8 não lhe deram liberdade para integrar a fuga de mais de 30 corredores. O próprio Eulálio respondeu às movimentações de Ciccone na primeira subida do dia, confirmando que havia ordem específica para não o deixar partir.
“Sim, no fim tentei várias vezes, mas estava demasiado perto na geral”, disse Ciccone no pós-corrida. “A Visma, e também o camisola [rosa], não me quiseram lá na frente”.
Um novo Giro começa no domingo para Ciccone
Assim, Ciccone ficou no pelotão, ajudou Derek Gee, que continuará a carregar as ambições da Lidl-Trek para a geral, e depois abrandou na subida final para, de forma deliberada, ceder alguns minutos na meta.
“Tentei dar o meu melhor pelo Derek [Gee], e levei com calma a última rampa. Portanto, vamos ver, a partir de amanhã começa um novo Giro”.
Com 9:42 minutos de desvantagem para Afonso Eulálio e cerca de 6 para Jonas Vingegaard, o italiano poderá finalmente ter a liberdade que procurou hoje, com vista a tentar conquistar uma quarta vitória de etapa na Volta a Itália.