“Agora temos uma grande seleção nos Estados Unidos” - Quinn Simmons ambiciona tornar-se campeão olímpico em Los Angeles 2028 e já conhece o percurso

Ciclismo
sábado, 07 fevereiro 2026 a 00:00
Quinn Simmons
Quinn Simmons é um corredor com currículo sólido no WorldTour, mas ambição para muito mais. Em conversa com Geraint Thomas e Luke Rowe, revelou que vencer Paris-Roubaix não está entre os objetivos, que as clássicas do empedrado dificilmente entram no plano, e que os Jogos Olímpicos são a prioridade.
“A razão para saltar as clássicas belgas é simples: neste momento não há lugar para mim na equipa. O Mads Pedersen é o líder natural e quer uma equipa totalmente focada nele. Não quero sacrificar toda a minha preparação para a Amstel por uma ida a fundo ao Kwaremont”, disse Simmons, em tom bem-disposto, no podcast Watts Occurring.
O norte‑americano sempre se destacou como especialista de clássicas, capaz nas subidas curtas e perigoso em movimentos solitários. A resistência permite-lhe discutir finais de monumentos, como aconteceu no outono passado em Il Lombardia, onde terminou em quarto, depois de integrar a fuga do dia.
Na primavera, porém, a abordagem é diferente. Paris-Roubaix, em particular, é uma corrida que não quer no calendário. “O risco é enorme, é mesmo perigoso. Realisticamente, nunca vou ganhar, e não tenho coragem para me atirar ao empedrado em busca de um top-10.”

Potencial campeão olímpico?

Este ano, o corredor de 24 anos focar-se-á em provas talhadas para as suas características, como a Strade Bianche, a Amstel Gold Race e a Volta a França, onde no ano passado se exibiu com frequência, a perseguir fugas, a lançar Jonathan Milan e a procurar etapas. Estes são os três grandes objetivos e, se existir um quarto, será certamente o Campeonato do Mundo de Montréal, num traçado onde há poucos meses subiu ao pódio com Tadej Pogacar e Brandon McNulty numa clássica World Tour.
Simmons raramente corre na América do Norte, mas isso deverá mudar dentro de dois anos, com os Jogos Olímpicos em Los Angeles. Será um marco na carreira e um objetivo onde pode ter sucesso. “Toda a gente quer ser campeão olímpico, sobretudo quando é no próprio país. Conheço o percurso e já lá corri.”
É o atual campeão nacional dos Estados Unidos e rende em corridas explosivas onde a distância também pesa, variável habitual nos Jogos. “Se todos estiverem bem, temos agora uma grande seleção nos Estados Unidos. Simplesmente não temos a profundidade de outras grandes nações, o que torna ainda mais importante que todos cheguem em forma. Estou confiante de que podemos fazer algo grande em casa.”
E, como já disse, não larga o sonho de competir no Esqui de Montanha nos Jogos Olímpicos de Inverno, após terminar a carreira no ciclismo. “Adoro esquiar. Esta nova prova dos Jogos de Inverno foca-se em esforços curtos e a subir, algo que deve favorecer um atleta de elite como eu. Já tenho a técnica dos anos em que esquiei em jovem.”
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