Biniam Girmay impõem-se aos tubarões do sprint na Volta a França com nova vitória: "Os outros são maiores e mais pesados do que eu e por isso podem produzir mais watts"
Até há uma semana atrás nenhum africano tinha conseguido vencer uma etapa da Volta a França. Agora, depois de duas vitórias em seis dias, Biniam Girmay está a tornar-se ainda mais uma bandeira do ciclismo da Eritreia e do seu Continente.
"É inacreditável", reflectiu incrédulo o eritreu de 24 anos da Intermarché - Wanty na sua entrevista após a etapa. "Para ganhar duas vezes, tenho de dar graças a Deus por tudo. Esta vitória tenho de a dedicar à minha mãe e ao meu pai, que acreditaram em mim e me deram todo o apoio para me tornar um ciclista profissional. Estou muito orgulhoso".
Biniam Girmay levanta os braços pela primeira vez na Volta a França...
Depois de ter feito história no Giro de 2022, Girmay não conseguiu atingir o mesmo patamar na sua estreia na Volta a França no ano passado. Desta vez, porém, o eritreu está a emergir como o sprinter a bater, com duas vitórias em etapas e quase 100 pontos de vantagem na classificação por pontos, que lhe permite vestir a Camisola Verde, sobre o vencedor do ano passado, Jasper Philipsen.
"Prefiro este tipo de sprints, porque, se for muito plano, os outros são maiores e mais pesados do que eu e por isso podem produzir mais watts e andar mais rápido. Mas esta chegada para mim, com o meu peso, foi super agradável", conclui Girmay, não escondendo o sorriso no rosto. "A minha equipa colocou-me na roda perfeita e deu-me um bom avanço e voltei a fazer o meu melhor sprint. Também tenho de agradecer aos dois ciclistas da Cofidis que estavam à minha frente, porque foi uma saída perfeita!"
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