“Espero crescer muito” Sobrinho de Mario Cipollini estreia-se no pelotão profissional

Ciclismo
terça-feira, 13 janeiro 2026 a 12:00
cipollini
O apelido Cipollini é uma referência no ciclismo, sobretudo graças ao lendário sprinter Mario Cipollini, mas o irmão mais velho, Cesare (1958-2023), também teve uma carreira sólida, com vários top 10 na Volta a Itália e um triunfo de destaque no Grande Prémio de Emília de 1983. E, enquanto Mario só teve filhas e nenhuma é conhecida por praticar ciclismo, o filho de Cesare (sobrinho de Mario), Edoardo, vai dar o salto para o profissionalismo este ano, pela mão da nova equipa húngaro-italiana MBH Bank CSB Telecom Fort.
O italiano de 20 anos integra um bloco maioritariamente estreante ao mais alto nível (apenas 8 dos 21 corredores têm experiência profissional), acompanhando a subida de divisão da formação anteriormente conhecida como Colpack. Edoardo Cipollini pode não surgir como o maior talento do grupo, mas não deve ser subestimado.
Nos dois anos como sub-23, Edoardo subiu ao pódio em provas nacionais por seis vezes (5x em 2025) e somou um 4.º lugar no Gran Premio Industrie del Marmo sub-23. Já perto do final da época, vimos Edoardo na Coppa Sabatini, onde integrou a fuga do dia que animou a fase decisiva da corrida, concluída com o 3.º lugar de Ben Granger. Edoardo foi 53.º, de longe a sua melhor prestação a este nível até agora.
“Sou um corredor rápido, mas também aguento subidas moderadas. O meu terreno favorito são rampas íngremes com inclinações de dois dígitos, de preferência não muito longas”, apresenta-se o jovem, em entrevista ao SpazioCiclismo. Irá mostrar uma ponta final comparável à do tio? Teremos de esperar para ver.
O percurso familiar no ciclismo foi decisivo para a sua escolha pela modalidade. Partilhar o apelido com um dos melhores sprinters da história pesa nos ombros de Edoardo? “Sente-se o peso no início, talvez quando és pequeno e muita gente te aborda, sempre a fazer comparações. Mas, à medida que cresces, percebes que é uma vantagem”, sublinha.
Competindo em épocas muito diferentes, há limites ao conhecimento que Cesare e Mario poderiam transmitir ao sucessor, mas Edoardo guarda um conselho em particular: “O conselho que recebi foi esperar trabalhar muito e levar muitas tareias, como se diz no meio. E ambas já chegaram…”

Um salto (não tão) grande

Edoardo já passou as duas últimas épocas na MBH Bank Ballan CSB (como a equipa era conhecida em 2025), o que torna a transição para o profissionalismo bastante mais suave. O jovem ciclista não é lançado às feras.
“Estou num ambiente familiar”, confirma. “Isto atenuou um pouco o impacto da passagem a profissional. Espero crescer muito, mas também que seja um ano em que não devo colocar a fasquia demasiado alta.”
Embora a equipa ainda não tenha acesso às provas WorldTour, o calendário será em grande medida semelhante aos últimos anos, ainda que a formação deixe de competir no calendário nacional italiano e em corridas sub-23, a menos que a UCI mude de posição.
“Uma coisa é correr como amador, outra é conseguir o mesmo rendimento como profissional. Se conseguir alguns top 10 em certas corridas, já será um bom resultado”, define Edoardo os objetivos para 2026.
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