Sam Welsford ficou a um tudo nada da vitória na
etapa final do Tirreno-Adriatico 2026, mas o sprinter australiano acabou por contentar-se com o segundo lugar, batido por Jonathan Milan após um sprint caótico em San Benedetto del Tronto.
Os quilómetros finais ficaram marcados por uma queda nas últimas curvas que envolveu vários corredores, entre eles Paul Magnier e Jasper Philipsen. O próprio Welsford seguia encostado às barreiras nessa altura e evitou por pouco ser apanhado no incidente.
“Muitos estavam a atirar-se uns aos outros para dentro daquela curva…”,
disse Welsford depois, em conversa com a Cycling Pro Net. “Quando tens quatro tipos a disputar o mesmo metro de estrada, isto vai sempre acontecer”.
O corredor da
INEOS Grenadiers admitiu que a situação foi perigosamente próxima para quem lutava pela colocação na frente do pelotão. “Foi mesmo ao pé de mim e, felizmente, estou bem”, acrescentou. “Espero que todos os que caíram estejam OK, porque nunca queres ver isso no último dia de corrida”.
Ritmo demolidor na subida quase deixou os sprinters fora de jogo
Sam Welsford celebra a vitória na etapa 3 do Tour Down Under 2026
Mesmo antes do caos da queda no final, a etapa já estava longe de ser simples para os homens rápidos.
Na subida de Ripatransone, o ritmo do pelotão explodiu quando Mathieu van der Poel acelerou na frente, obrigando muitos sprinters a lutar apenas para se manterem na discussão. “A subida foi duríssima”, explicou Welsford. “Andaram incrivelmente rápido para tentar deixar os sprinters para trás”.
Apesar da intensidade, o australiano disse sentir-se surpreendentemente forte quando a corrida se fragmentou sob pressão. “Na verdade senti-me muito bem na subida, e tive os meus colegas à minha volta a ajudar”, assinalou. “Sempre que olhava para o contador, ia acima dos 500 watts e mesmo assim não os apanhávamos”.
O trabalho dos colegas foi decisivo para o manter na corrida quando a etapa regressou às estradas planas junto ao Adriático. “Os rapazes fizeram um trabalho fantástico a dar-me ritmo e a cuidar de mim para passar a subida”, disse Welsford. “Depois, nos circuitos, tivemos de perseguir forte para fechar o corte. Acho que o Van der Poel puxou aquilo quase sozinho, o que nos dificultou bastante”.
Perto da vitória mas a querer mais
Com o pelotão de novo compacto e o esperado sprint massivo formado, Welsford encontrou boa colocação nos metros finais, enquanto o grupo preparava o sprint rumo à meta no paredão marítimo de San Benedetto del Tronto.
Mas, apesar do trabalho dos colegas ao longo da etapa, Milan foi o mais veloz no desenlace caótico. “Foi um final louco”, refletiu Welsford. “Os rapazes fizeram um trabalho incrível por mim hoje e senti-me muito bem. Fico um pouco desapontado com o segundo, porque queremos sempre o lugar mais alto”.
Ainda assim, o resultado deixa o australiano otimista para o que aí vem, com a época a avançar pela primavera. “Estou satisfeito com o resultado, mas queremos sempre mais”, concluiu.