Joshua Tarling inicia a época de 2026 no
UAE Tour esta segunda-feira e será um dos grandes favoritos para o contrarrelógio da corrida, ao lado de Remco Evenepoel. Antes do arranque da sua temporada, a INEOS partilhou um vídeo onde o britânico fez balanço do último ano, marcado por muitas estreias.
Uma delas foi a sua primeira vitória em Grandes Voltas, alcançada no Giro. “Honestamente, tenho melhores recordações das etapas em linha. Num contrarrelógio ficas imenso tempo na cadeira quente, por isso quando acontece é mais alívio”, destacou Tarling num
vídeo da INEOS Grenadiers. “Mas o ambiente foi bom, e tive o Ben [Turner] a lançar-me, e estivemos muito bem como equipa. Os dias em que trabalhei bem para o Ben, ou a etapa de gravilha com o Egan [Bernal]… isso foi fixe”.
Foram semanas intensas para o jovem de 21 anos, que assumiu funções de gregário para vários líderes além do contrarrelógio. “Mesmo os dias em que fui na fuga foram ótimos. Foi duro e, mesmo no dia a seguir à vitória, tive de entrar outra vez na fuga. Mas guardo melhores memórias do ambiente e de ajudar o Egan e o Thymen [Arensman]”.
Contudo, a sua corrida terminou na etapa 16, fruto de uma queda que não recorda com carinho. “Foi mais deprimente porque foi uma queda tão aborrecida. Quedas nunca são fixes, mas se for espetacular, faz sentido ficares todo amassado. Eu segui em frente numa rotunda. Falta de talento, suponho”.
Embora a época não tenha acabado aí, Tarling só voltou a competir em setembro, após fraturas nas vértebras e no cóccix; lesões sérias que o condicionaram durante algum tempo. Não correu os Nacionais nem o Campeonato do Mundo; foi quinto no Campeonato da Europa
mas depois conseguiu subir a forma e vencer o Chrono des Nations de final de temporada, além de competir na pista durante o inverno.
Objetivos para 2026 nas clássicas e nos lançamentos
Após meses de preparação, está pronto para um novo ano, o quarto na INEOS. “Sinto-me muito bem, sinto-me forte. Ainda preciso de alguns ajustes finos, mas depois estarei totalmente pronto. Estou entusiasmado por voltar à carga. Quero começar as Clássicas em força. Mas os lançamentos também vão ser divertidos, com o Ben a sprintar melhor do que nunca, e, claro, o Sam Welsford”.
Vai fazer dupla com o australiano no UAE Tour, tentando colocá-lo nas chegadas rápidas. “Espero fazer muito melhor do que no ano passado. Espero que corra tudo bem, estar no sítio certo, e depois veremos até onde conseguimos ir. Tenho grandes expectativas e muita esperança. Vai ser mesmo divertido”.
Mas a 2ª etapa, um exercício de 12 quilómetros contra o cronómetro, plano como se poderia esperar, pode dar-lhe o primeiro triunfo do ano. “Gosto mesmo. É bastante técnico, o que me favorece. Essa rotunda não correu lá muito bem… mas parece-se um bocado com os Jogos Olímpicos, só um pouco mais exigente. E a meta é sinuosa, vai ser divertido”.