Ferries noturnos cheios de autocarros, passagens de fronteira e um aeroporto repleto de ciclistas profissionais - Alberto Contador detalha a viagem da Volta a Itália da Bulgária para Itália

Ciclismo
segunda-feira, 11 maio 2026 a 17:30
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A transferência da Volta a Itália da Bulgária para o sul de Itália transformou-se numa verdadeira odisseia logística para as equipas. Após as três etapas iniciais em solo búlgaro, corredores, staff e viaturas enfrentam uma deslocação complexa de milhares de quilómetros para retomar a corrida em Catanzaro. Alberto Contador, ex-profissional e atualmente nas equipas da Eurosport (e da Team Polti VisitMalta), detalha o que é, talvez, o dia mais intenso para o staff da Corsa Rosa.
No La Montonera da Eurosport, Alberto Contador expôs os principais desafios que esta mudança está a criar nas infraestruturas do pelotão, falando com a experiência de quem já integrou esse universo como corredor; mas agora do outro lado da barricada.
“Tem sido um verdadeiro desafio para todas as equipas”, afirmou o madrileno, sublinhando que muitas formações têm base na Europa Central e tiveram de percorrer distâncias enormes só para chegar ao arranque na Bulgária.
A Volta a Itália 2026 começou na Bulgária
A Volta a Itália 2026 começou na Bulgária
Team Polti VisitMalta, por exemplo, teve de conduzir de Milão até Nesebar, cidade da Grande Partenza do Giro, uma viagem de cerca de 2.700 quilómetros. Segundo Contador, o staff teve de fazer três paragens pelo caminho e alterar o trajeto previsto para evitar a Sérvia devido a questões alfandegárias.
“Tiveram de passar pela Hungria, Roménia e, finalmente, entrar na Bulgária”, explicou o vencedor do Giro, descrevendo o percurso feito por autocarros, carrinhas e viaturas carregadas de equipamento.
Entretanto, os corredores voaram para Sófia antes de seguirem por estrada até Nesebar. Contudo, a parte mais complicada chegou após a terceira etapa.
Contador explicou que grande parte do staff partiu mesmo antes da meta para ganhar tempo numa transferência de maratona. Da Bulgária, os autocarros tiveram de cumprir cerca de 700 quilómetros até ao porto grego de Igoumenitsa para embarcar num ferry com destino à Calábria.
“No ferry, juntamente com o resto das viaturas, vão passar oito horas antes de chegar à Calábria”, referiu.
Os corredores, por seu lado, farão um voo direto de Sófia para o sul de Itália, uma viagem de cerca de uma hora e quarenta minutos. Uma novidade este ano é que as bicicletas também seguem por via aérea para estarem disponíveis o mais rapidamente possível em solo italiano.
Ainda assim, o esforço logístico não termina aí. Já em Itália, muitos membros do staff terão de enfrentar mais cerca de 500 quilómetros por estrada até Catanzaro, onde a corrida será retomada após o dia de descanso – além de voltarem a instalar-se e a desempacotar todo o material e bicicletas.

“Um desafio logístico”

“Um verdadeiro desafio logístico, um autêntico desgaste para as equipas e, sobretudo, para o staff”, resumiu Contador em direto.
Também participou no segmento Óscar Pastrana, responsável de logística da Polti VisitMalta, que confirmou que a equipa cruzou a fronteira grega horas antes de embarcar para Itália.
“Se tudo correr bem, amanhã (esta segunda-feira, ed.) estaremos a chegar ao hotel da equipa para nos juntarmos ao resto do grupo”, disse ainda em viagem.
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