A segunda etapa da
Volta a Itália foi puro caos este sábado. O piso encharcado pela chuva provocou uma queda maciça que obrigou
a uma neutralização temporária da corrida e fez várias baixas de peso. No meio do descalabro e dos erros táticos dos favoritos à geral no final, Thomas Silva aproveitou um momento de hesitação para conquistar uma vitória dramática em Veliko Tarnovo, enquanto o líder
Paul Magnier perdeu a maglia rosa.
Magnier despede-se da Maglia Rosa
Para Paul Magnier, o líder da corrida, a combinação entre o recomeço após neutralização e a subida final íngreme foi demolidora. A jovem sensação francesa, que vencera com autoridade ao sprint na 1ª etapa diante de nomes como
Jonathan Milan e
Tobias Lund Andresen, cedeu na ascensão, sinalizando mudança na liderança da geral.
Uma queda massiva pelo segundo dia consecutivo causou uma neutralização temporária da corrida
Apesar de perder a maglia rosa, Magnier manteve o otimismo e refletiu sobre as condições duríssimas vividas na estrada.
“Foi um dia muito bom. Um pouco longo, sendo honesto. Mas desfrutei muito de vestir a camisola rosa”, afirmou Magnier numa
entrevista após a meta. “A chuva tirou um pouco do prazer, diga-se, mas estivemos bem enquanto equipa. Tentei dar o meu melhor naquela rampa íngreme, mas com a queda e a corrida neutralizada, recomeçámos a fundo desde o sopé e vi rapidamente que não teria hipótese. Agora vou concentrar-me em amanhã”.
Questionado sobre a segurança do pelotão e a queda maciça que marcou a etapa, o jovem sprinter traçou um retrato tenso da dinâmica do grupo.
“Sim, as estradas estavam mesmo muito escorregadias. Já a alguns quilómetros se via o pelotão muito nervoso para estar na frente. Infelizmente, creio que um corredor da UAE perdeu aderência na roda dianteira e isso provocou uma queda enorme. A velocidade era muito alta, por isso espero que o corredor esteja bem. Mas não foi nada agradável de ver”.