“Insultaram-me bastante” - Toon Aerts cria fortes inimizades na Volta a Itália após receber ordens de equipa desconcertantes

Ciclismo
segunda-feira, 18 maio 2026 a 15:10
ToonAerts
A Lotto-Intermarché entrou na Volta à Itália com vários corredores doentes. Arnaud de Lie e Milan Menten abandonaram nos primeiros dias por não recuperarem. A equipa está reduzida a cinco elementos e, na 9ª etapa, Toon Aerts tentou discutir o resultado. Contudo, recebeu ordem para não integrar a fuga do dia, o que lhe rendeu bastantes insultos sem qualquer benefício para a equipa.
“Foi, na verdade, um dia bastante agradável. O meu objetivo neste Giro era testar o que conseguia fazer a subir”, disse Aerts, estreante em Grandes Voltas aos 32 anos, na entrevista pós-corrida. O especialista de ciclocrosse cumpre a primeira época completa ao nível World Tour e, na primavera, somou exibições sólidas e resultados promissores. Terreno acidentado e explosivo é onde melhor rende; foi Top 40 tanto na Volta à Flandres como em Paris-Roubaix na estreia esta primavera.
Foi selecionado para correr a Volta à Itália com alguma liberdade, ganhar experiência e testar-se num novo contexto. Esteve discreto na ação, mas este domingo, na 9ª etapa, viu uma oportunidade e saltou na movimentação de Giulio Ciccone e Diego Ulissi, que fizeram a ponte para a fuga do dia.

Táticas desconcertantes da Lotto-Intermarché

No entanto, recebeu então ordens para não colaborar. “Consegui seguir o Ciccone quando ele atacou, mas depois não podia entrar na rotação, porque hoje estávamos a correr a 100 por cento para o Lennert van Eetvelt. Consegui rolar tranquilo no grupo”.
Mesmo depois de Lennert van Eetvelt ter mostrado forma no arranque do Giro, o diretor desportivo Kurt van de Wouwer garantiu que a equipa não colocaria pressão de geral: “Mantemos a nossa posição: a geral não é uma ambição para nós”, afirmou de forma direta. Porém, as táticas na 9ª etapa contrariaram as declarações, sem que a situação da equipa tenha melhorado.
O belga começou o dia no 20º lugar e foi 13.º na etapa, enquanto Aerts recebeu ordens para não trabalhar por causa do seu líder, que não era apontado entre os favoritos do dia e, em teoria, também não everá manter-se na luta pela geral, depois de a equipa ter deixado claro que priorizava uma vitória de etapa.
As hipóteses de Aerts discutir uma etapa com final em alto de 1ª categoria eram praticamente nulas; sobretudo ao marcar ninguém menos do que Giulio Ciccone, que já vestiu a liderança da corrida nesta semana. Aerts acabou por não colaborar durante o longo período em que esteve com os companheiros de grupo, quebrando muitas vezes o ritmo e criando anticorpos junto de corredores com quem nada tinha a ganhar em conflituar.

Toon Aerts insultado durante tentativa de fuga

“Praguejaram-me bastante. Como lido com isso? Não percebo italiano, por isso não ouço o que dizem”, contou. A Lotto-Intermarché não tirou proveito da presença de Aerts na fuga e isso também não alterou a corrida de Lennert van Eetvelt, que continua a perseguir um lugar secundário na geral, criando, no limite, um obstáculo direto às suas hipóteses de vencer uma etapa.
A equipa belga continua a atravessar o Giro com ambições mistas, em busca de uma segunda metade de corrida mais positiva.
“Esperemos que não me guardem rancor. Têm de perceber que também estamos a correr com tática e eu não sou trepador, portanto teria de ceder de qualquer maneira. O plano era ficar o máximo possível e depois ajudar o Lennert.” Aerts terminou a etapa na 52ª posição, a mais de 7 minutos de Jonas Vingegaard.
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