Jonas Vingegaard está a dominar a alta montanha na
Volta a Itália, mas falhou o top 10 no
contrarrelógio plano. Isso gerou muitas afirmações de que não teria qualquer hipótese contra Tadej Pogacar na próxima
Volta a França, mas o corredor da Team Visma | Lease a Bike tem defensores.
Um deles foi
Mads Pedersen, que apelou à calma no podcast Lang Distance antes de tirar conclusões firmes sobre o nível atual do compatriota e onde estará em julho. O dinamarquês sublinhou o contexto da etapa e frisou que o traçado era totalmente favorável aos puros especialistas, em declarações
citadas pela Wielerrevue.
“Se o Filippo Ganna não consegue bater o Jonas Vingegaard num contrarrelógio com mais de quarenta quilómetros e quatro metros de desnível negativo, então algo está errado”, disse Pedersen, deixando claro que o percurso favorecia claramente o italiano.
O antigo campeão do mundo insistiu que as prestações de Vingegaard devem ser avaliadas sobretudo na montanha, terreno onde já mostrou sinais muito positivos neste Giro. A prova mais evidente chegou na exigente etapa a terminar em Pila, onde o bicampeão do Tour atacou de forma decisiva para vencer e vestir a maglia rosa.
Pedersen defende Vingegaard
Para Pedersen, essa demonstração confirmou que a progressão de Vingegaard está no bom caminho e que ainda tem margem para crescer com os grandes objetivos da época pela frente. “O Jonas ainda não está no pico de forma. Não está na forma que costuma ter quando chega ao Tour”, explicou o dinamarquês.
O corredor da Lidl-Trek destacou ainda que a preparação de um candidato a uma Grande Volta exige uma progressão gradual até à plena forma e que o verdadeiro pico de rendimento ainda está por chegar.
“Ainda tem de dar mais um passo, mas também acredito que o vai dar. Vai correr tudo bem”, concluiu Pedersen, convicto de que o compatriota voltará ao melhor tendo a Volta a França em mente.
Jonas Vingegaard, líder da Volta a Itália