Kevin Vauquelin, vice-campeão da Fleche Wallonne pelo segundo ano consecutivo: "Vi o Tadej a atacar muito cedo. Lutei com tudo o que tinha"

Ciclismo
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Pelo segundo ano consecutivo, Kevin Vauquelin subiu ao pódio da La Flèche Wallonne com um notável 2.º lugar, apenas atrás do imparável Tadej Pogacar. Apesar da crescente familiaridade com o exigente Mur de Huy, o jovem francês da Arkéa - B&B Hotels mostrou-se visivelmente emocionado na linha de meta, incapaz de esconder a carga simbólica do seu desempenho num momento de incertezas para si e para a sua equipa.
“Estive quase a chorar”, confessou Vauquelin em declarações no final da corrida. “Tenho passado por momentos difíceis ultimamente, especialmente na Amstel e noutras provas onde não consegui encontrar a minha forma.”
O seu resultado surge num dia marcado também pelas declarações do chefe de equipa Emmanuel Hubert, que admitiu a instabilidade do futuro da Arkéa - B&B Hotels e, com isso, da própria carreira dos ciclistas ao serviço da formação francesa. Nesse contexto, a performance de Vauquelin tornou-se num bálsamo para a equipa, num momento em que boas notícias são escassas.
“Tendo em conta o percurso de hoje, um top 10 já teria sido excelente. Repetir o segundo lugar do ano passado, terminar atrás apenas de Pogacar e à frente de ciclistas como Tom Pidcock e Remco Evenepoel… sinceramente, não podia pedir mais. Estou maravilhado.”
Vauquelin, de 23 anos, explicou como viveu a corrida e o momento chave no Mur de Huy: “Estava bem colocado no início da subida e concentrei-me muito em manter essa posição. Mesmo na parte final da descida, já tínhamos feito alguma seleção. Lutei com tudo o que tinha.”
“Vi o Tadej a atacar muito cedo e tentei manter o ritmo. Depois vi o Remco a ceder, o Ben Healy também. E foi aí que disse a mim próprio: ‘É agora, vai em frente. Isto não é como no ano passado, não esperes’”, concluiu.
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