Mischa Bredewold, em êxtase, descreve a sua vitória na Amstel: "Odeio o Cauberg, mas naquele momento pensei: ‘Continua! Não olhes para trás, não olhes para os watts, só vai’"

Ciclismo
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Para qualquer ciclista neerlandesa, há poucas vitórias tão desejadas como triunfar na Amstel Gold Race. Este domingo, Mischa Bredewold, da Team SD Worx - Protime, concretizou esse sonho ao vencer a edição de 2025 da clássica das Ardenas, naquela que foi, até ao momento, a maior conquista da sua carreira.
"É a Amstel! Uma corrida tão especial aqui nos Países Baixos. É um sonho do caraças", exclamou uma Bredewold visivelmente emocionada na entrevista pós-corrida, ainda incrédula com o desfecho. “Pensei em arriscar tudo. Ir para o tudo ou nada. O Danny Stam [diretor desportivo da SD Worx] gritava-me no rádio: ‘Agora é tudo ou nada! Acelera a fundo!’”
Foi no mítico Cauberg que a neerlandesa lançou o seu ataque decisivo. Apesar da inclinação exigente e da pressão do momento, Bredewold manteve-se firme e deixou as suas adversárias para trás. "Odeio o Cauberg, mas naquele momento pensei: ‘Continua! Não olhes para trás, não olhes para os watts, só vai’", relatou a ciclista, descrevendo os metros finais da sua jogada vitoriosa. “E, quando cheguei ao topo, percebi que estava sozinha".
Com esta vitória, Mischa Bredewold junta-se ao grupo de ciclistas neerlandesas que conquistaram a Amstel no feminino, onde estão nomes como Demi Vollering, Marianne Vos ou Anna Van den Breggen, escrevendo o seu nome na história da clássica e reforçando o domínio da SD Worx - Protime na primavera. Uma vitória com sabor caseiro… e inesquecível.
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