Rui Oliveira foi o português em maior evidência
na etapa inaugural da Volta ao Algarve, ganha pelo jovem francês Paul Magnier, terminando no 10º posto, posição alcançada após a desclassificação de Santiago Mesa por sprint irregular, já depois de cortar a meta.
No final da chegada compacta em Tavira, o corredor da UAE Team Emirates - XRG não escondia alguma ambivalência quanto ao resultado alcançado. O campeão olímpico de madison procurava mais do que um lugar entre os dez primeiros, mas reconheceu o contexto recente que condicionou a sua preparação.
"Não acho que tenha sido foi um bom lugar. Estava a tentar lutar pela vitória, obviamente por um top-10 no mínimo [ainda não sabia que tinha sido promovido ao 10º posto], mas tendo em conta que venho de uma gastroenterite, que me causou bastantes problemas, há uma semana, durante a Volta ao Omã [abandonou a prova após a quarta e penúltima etapa], posso dizer que já estar à partida aqui no Algarve é muito bom para mim", afirmou
em declarações ao Jornal a Bola.
O gaiense detalhou ainda as dificuldades físicas que enfrentou nos dias anteriores. "Isso mostra que consegui melhorar, estar um pouco mais ao meu nível, porque tive dias bastante duros sem treinar, com uma infeção bastante má. Portanto é bom voltar a sentir-me bem, e espero que o resto da Volta seja sempre a melhorar", acrescentou Rui, que contou com o apoio do irmão gémeo Ivo no lançamento do sprint e ao longo da jornada que partiu de Vila Real de Santo António.
Com as oportunidades pessoais reduzidas às etapas propícias aos sprinters, nomeadamente a tirada de Lagos, no penúltimo dia, o foco passa agora pelo trabalho coletivo. Rui Oliveira garantiu total compromisso com as ambições da equipa na classificação geral. "Obviamente, o João [Almeida] é o nosso líder, e também o Brandon [McNulty], que está muito bem. Vai ser total apoio a ambos, e esperar que depois disso consigamos levar a camisola [amarela] para casa. Sabemos que a concorrência está forte, por isso teremos de estar todos os dias focados ao máximo para chegar a esse objetivo", sublinhou.
Ainda assim, não abdica de voltar a procurar um resultado próprio se o cenário o permitir. "E, claro, tentarei a minha sorte outra vez nesta corrida. Sei que agora estou um bocadinho longe do nível que estava na Omã antes de adoecer, mas sem dúvida que vou tentar e vou dar-me o melhor, porque é sempre isso que faço todos os dias", concluiu o corredor de 29 anos.