A vitória da
INEOS Grenadiers na
3ª etapa, contrarrelógio por equipas do Paris-Nice representou mais do que um triunfo de etapa. Para o Diretor de Corridas,
Geraint Thomas, foi mais um sinal de que a formação britânica começa a reencontrar a força coletiva que em tempos definiu a equipa.
A INEOS superou a Lidl-Trek por apenas 2,47 segundos no teste de 23,5 quilómetros entre Cosne-Cours-sur-Loire e Pouilly-sur-Loire, num desempenho que baralhou a classificação geral e evidenciou a profundidade da equipa na disciplina.
Falando após a etapa, Thomas reconheceu que o resultado tem um significado adicional para uma equipa que atravessou um período exigente nas últimas épocas.
“Tivemos um par de anos duros, mas estamos a voltar”,
disse ao Cycling Pro Net. “Isto está longe de ser o fim; ainda há um longo caminho a percorrer. Mas temos um grande grupo de corredores e staff, e todos estão motivados e a empurrar para a frente”.
Momentos de nervosismo no carro da equipa
Para Thomas, que este ano assume um novo papel na equipa, acompanhar o esforço a partir do carro foi muito mais intenso do que esperava. “Estava mais nervoso do que pensei que estaria, para ser honesto. Sabia que me iria importar com os rapazes neste novo papel, mas aquilo foi insano”.
O galês enfatizou que o resultado foi fruto de um esforço coordenado em toda a organização, dos corredores ao staff. “A equipa inteira tem sido incrível. Obviamente, os rapazes a fazer o seu trabalho, mas também os DD atrás de ti e todos os envolvidos. Foi um enorme esforço coletivo”.
Contrarrelógio por equipas continua a ser um ponto forte
A vitória refletiu também a aposta histórica da INEOS no desempenho coletivo nesta especialidade. A equipa passou no ponto intermédio com o melhor tempo da tarde e sustentou a vantagem nos quilómetros finais para garantir o triunfo.
Thomas admitiu que o resultado não era necessariamente esperado no
Paris-Nice, ainda que a equipa tivesse identificado a disciplina como objetivo importante no início da época. “Definimos isto como grande meta no arranque do ano, mas, para ser honesto, não esperávamos necessariamente que acontecesse aqui no Paris-Nice”.
Acrescentou que, embora o grupo se tivesse preparado cuidadosamente, a forma como os corredores se adaptaram durante a etapa foi decisiva. “Tínhamos um plano, mas o plano vai sempre pela janela fora quando se começa. A forma como se adaptaram, correram pelo feeling e ajustaram durante o esforço foi ótimo de ver”.
Profundidade na luta pela geral
A etapa evidenciou também a variedade de soluções para a classificação geral dentro da INEOS. Corredores como Oscar Onley e Kevin Vauquelin integraram a unidade que assegurou a vitória, enquanto Carlos Rodriguez continuou em prova apesar dos efeitos de uma queda anterior.
Thomas afastou a ideia de rivalidade interna entre os homens da geral. “Não há batalha entre eles. Viram como correram hoje, dispostos a dar tudo uns pelos outros”.
E elogiou ainda Rodriguez por ter concluído uma etapa exigente em circunstâncias difíceis. “Mérito para ele. Esteve num momento complicado hoje depois da queda. As curvas não são necessariamente o seu ponto forte e, com as lesões, foi duro, mas deu tudo o que tinha”.
Para Thomas, o desempenho ilustrou a força do coletivo mais do que de qualquer corredor em particular. “É incrível ter tantos homens fortes para a geral na equipa… como equipa, é incrível”.
Após várias épocas à procura de consistência, esta vitória no Paris-Nice representa assim mais um passo no que Thomas espera ser um ressurgimento mais amplo da INEOS Grenadiers.