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Unibet Rose Rockets disputa a sua primeira grande volta. Na
Volta a Itália, tem boas hipóteses de fazer história ao conquistar a sua primeira etapa numa corrida de três semanas, e as esperanças da equipa francesa assentam sobretudo em
Dylan Groenewegen. Por isso, o neerlandês ficou bastante desiludido por ter deixado escapar a vitória esta tarde em Sófia.
“Percebi logo que não tinha ganho. Tinha velocidade, mas arranquei tarde de mais”, analisou Groenewegen na entrevista pós-corrida. As duas etapas iniciais ao sprint na Bulgária eram ideais para o neerlandês, sem subidas nem um ritmo duro ao longo do dia que lhe pudesse criar problemas.
Etapas de sprint puro para um sprinter puro que já tinha vencido o Tour of Bruges esta primavera. Groenewegen partiu como um dos grandes favoritos, apesar da queda na montanha de corredores do primeiro dia em Burgas, e
estava bem colocado quando os sprinters lançaram o esforço para a meta este domingo.
“A equipa fez um grande trabalho. O que correu mal na primeira oportunidade de sprint, hoje funcionou bem. Mas devia ter arrancado mais cedo; acho que fui a cerca de 300 metros da meta. Tinha velocidade, que estupidez…”
Groenewegen desconsolado após falhar a vitória
No sprint final, Jonathan Milan lançou primeiro e Paul Magnier saltou da sua roda. Groenewegen estava na discussão e tinha pernas para os ultrapassar, mas faltou-lhe espaço. No photo-finish, o líder da Unibet teve de contentar-se com o terceiro lugar.
“Não, não estou satisfeito, viemos para ganhar. Claro que caí [na etapa 1], mas isso pode acontecer numa corrida”. Haverá mais oportunidades, mas a pressão também recai sobre os ombros do neerlandês, cuja derrota perante Paul Magnier surgiu ironicamente no ecrã.
“Estás a ouvir? (referindo-se às celebrações da Soudal - Quick-Step). É isso que quero para a minha equipa. Pode acontecer, mas fica para a próxima. Pelo menos, hoje deixou sinais animadores”, concluiu.