“Não se pode culpar os organizadores” Adam Blythe e Matt Stephens defendem chegada caótica da Volta a Itália apesar da fúria de Jonathan Milan

Ciclismo
sexta-feira, 15 maio 2026 a 8:30
Jonathan Milan
Jonathan Milan criticou duramente os organizadores da Volta a Itália após um sprint final marcado por quedas, num desfecho técnico e com chuva sobre paralelos até à meta. O sprinter italiano ficou impedido de lutar pela vitória depois de ele e vários corredores terem sido apanhados atrás de uma queda.
A chuva voltou a baralhar a luta pela etapa, com a 6ª etapa até Nápoles já identificada como final nervoso, com paralelos, curvas e estrangulamentos. O sprinter da Unibet Rose Rockets, Dylan Groenewegen, caiu na curva final, anulando as hipóteses de Milan e de outros corredores, que ficaram bloqueados.
Foi Davide Ballerini quem apareceu em posição vencedora entre os que sobreviveram, levando Milan a um duro ataque verbal aos organizadores, expressando a sua frustração. Enquanto adeptos e comentadores reagiam às palavras do italiano, o analista da TNT Sports Adam Blythe mostrou compreender o desabafo.
“É um tema delicado, sinto pelo Jonny. Entendo o seu ponto de vista e é totalmente válido. Choveu, e lá em baixo não chove assim tantas vezes”, disse Blythe, na transmissão da TNT Sports após o final da etapa.

Adam Blythe e Matt Stephens defendem os organizadores

Num debate com o também analista Matt Stephens, ambos defenderam os organizadores. Com a meteorologia difícil de prever, lembraram que os percursos são desenhados para criar espetáculo e que o final oferecia uma estrada larga, sendo as condições climatéricas determinantes no desfecho.
Blythe prosseguiu: “Mas estamos na indústria do entretenimento, o ciclismo é entretenimento e aquele final, com a subida em seco, teria sido cativante. Não se pode culpar os organizadores por quererem um pouco de drama. Estou certo de que nenhum deles queria uma queda, mas isso faz parte do ciclismo”.
“Não se pode escolher só autoestradas e retas para correr só porque pode estar a chover daqui a um ano… Se ele ficasse de pé, não estaria a queixar-se”.

Organizadores não são os culpados pelo final caótico

Stephens mostrou empatia por Milan, mas alinhou com Blythe, acrescentando: “As hipóteses do [Milan] vencer uma etapa nesta corrida estão a esvair-se. Mas admiro que o tenha dito com calma. Há alguma validade em ‘sim, por que precisamos de apimentar tanto um final destes?’.”
“Compreendo, é uma cidade bonita, mas vezes sem conta terminámos no mesmo sítio, por isso é preciso ser criativo nos finais. Mérito aos organizadores por tentarem uma dose de Clássicas”.
“Mas haverá sempre um elemento de perigo num final molhado, seja onde for, e isto é ciclismo. Não creio que possamos criticar demasiado os organizadores, porque era uma chegada larga. Só o mau tempo iria, de facto, alterar as coisas”.
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