Carys Lloyd teve dificuldade em processar o que acabara de fazer. Numa corrida desenhada para as sprinters mais rápidas do mundo, a britânica de 19 anos alcançou a maior vitória da carreira na
Ronde van Brugge Feminina 2026, apanhando as favoritas desprevenidas num sprint final caótico.
A ciclista da Movistar não figurava entre os grandes nomes à partida, mas, num final marcado pela confusão e por comboios desfeitos, Lloyd aproveitou o momento perante um pelotão com
Lorena Wiebes e
Elisa Balsamo. No rescaldo, admitiu que o resultado ainda não tinha assentado por completo.
“Falámos disso no autocarro, meio a brincar. O meu mecânico disse que me levava à loja da Lego e que eu podia comprar o que quisesse se ganhasse. Depois cruzei a meta e pensei: ‘Meu Deus, ganhei mesmo’”,
disse na entrevista pós-corrida.“Cada uma por si” no sprint decisivo
Tudo indicava um sprint massivo, com cada tentativa de fuga neutralizada e as principais equipas a controlar a entrada em Bruges. Mas, quando mais importava, esse controlo ruiu no último quilómetro.
“A cerca de 500 metros da meta, acho que todas as sprinters ficaram sem lançadoras, por isso foi um bocado cada uma por si”, explicou Lloyd. “Vi a placa dos 200 metros e pensei: ‘Ok, tenho de arrancar e ver o que dá.’ E sim, resultou”.
A decisão de instinto foi decisiva. Enquanto Balsamo assegurou o segundo lugar e Nienke Veenhoven completou o pódio, a favorita Wiebes ficou em nona, incapaz de lançar um sprint limpo.
A vitória de afirmação de Lloyd traz agora uma recompensa bem-disposta, e a britânica deixou a porta aberta para a aproveitar ao máximo. “Vamos ver, mas talvez a coisa mais cara que encontrar. Talvez tentar deixá-lo o mais falido possível”.