No dia 31 de janeiro o pelotão feminino correrá a
Cadel Evans Great Ocean Road Race, com partida às 01h40 e chegada prevista para as 05h30. Analisemos o
perfil do percurso.
A prova australiana desenrola-se em torno de Geelong, cidade intimamente ligada a Cadel Evans. É maioritariamente plana até entrar no circuito final, que será percorrido quatro vezes, com duas subidas por volta. A ascensão a Challambra Crescent tem 1,3 quilómetros a 7,9%. Não é duríssima, mas chega para fracionar o pelotão, eliminar várias ciclistas e, na última volta, lançar ataques fortes, sobretudo porque perto do topo a inclinação atinge os 15%. É uma zona muito explosiva que termina a 9 quilómetros da meta, altura em que o grupo se parte em unidades pequenas, mas com cerca de dois quilómetros para reorganização.
Segue-se depois uma rampa curta, onde novos ataques são possíveis, com cerca de 300 metros a 10%. Daí em diante o desenho muda de forma significativa e os últimos 6 quilómetros favorecem claramente a perseguição. Em avenidas largas, as ciclistas enfrentarão apenas duas curvas antes da reta da meta. É um final simples, pouco propício para quem segue isolada, e onde um grupo numeroso pode ser decisivo. O equilíbrio entre as atacantes precoces e as sprinters será o ponto-chave, com um sprint ou um ataque tardio a poderem resultar.
Perfil: Geelong - Geelong
Geelong - Geelong, 141 quilómetros