Perfis e percurso do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela: 3 dias de muita dureza e etapa da Torre com mais de 6000m de acumulado

Ciclismo
quinta-feira, 21 maio 2026 a 11:30
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A 8ª edição do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela arranca já na sexta-feira, 22 de maio, com partida na Mêda e final previsto para domingo, na Guarda. Pelo meio, o pelotão vai enfrentar 553,7 quilómetros distribuídos por três etapas, num percurso que atravessa algumas das estradas mais duras e emblemáticas da região, destacando-se a subida ao ponto mais alto de Portugal Continental, a Torre. Analisamos o perfil de cada etapa.
A prova contará com 20 formações, 15 continentais e 5 pro-team: a Caja Rural - Seguros RGA, a Burgos Burpellet BH, a Equipo Kern Pharma, a Euskatel - Euskadi e a Solution Tech NIPPO Rali, que irão passar por montanhas, aldeias históricas e vários dos cenários mais conhecidos das Beiras.
Nos últimos anos, a Anicolor/Campicarn tem dominado a competição, com 3 vitórias consecutivas - Alexis Guerin em 2025, Artem Nych em 2024 e 2023. A corrida teve 3 anos de ausência - 2022, 2021 e 2020, esta última devido à pandemia de covid-19. Mais atrás, em 2019, a vitória caiu para Edwin Ávila, em 2018 ganhou Dmitry Strakhov, ciclista russo que chegou a correr no worldtour ao serviço da Katusha, em 2017 ganhou Jesus del Pino e a única vitória portuguesa remonta a 2016, por intermédio de Jóni Brandão.

Perfis das etapas

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1ª etapa: Mêda - Fornos de Algodres (192,8km)
A primeira etapa liga a Mêda a Fornos de Algodres. O pelotão arranca às 11h15 e terá pela frente 192,8 quilómetros, naquela que será a jornada mais longa desta edição. A chegada está apontada para as 16h11. Os ciclistas enfrentarão 3234 metros de desnível acumulado, num dia sobe e desce constante, mas apenas com uma subida categorizada, em Castelo Rodrigo (2,8km a 6,5%). O final também será numa rampa bem empinada e promete fazer as primeiras diferenças na geral.
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2ª etapa: Sabugal - Fundão (174,7km)
No sábado disputa-se a segunda tirada, entre o Sabugal e o Fundão. O percurso terá 174,7 quilómetros, com partida novamente às 11h15 e chegada prevista para as 15h45. Esta é a etapa "mais acessível" da corrida, com 2944 metros de altimetria, depois de 130km sem grandes dificuldades até ao sprint intermédio de Orca, a organização preparou uns 50kms finais com 3 subidas - Castelo Novo (3km a 6,2%), Alpedrinha (6,3km a 3,9%) e Alcaide (1,1km a 7,8%), com esta última a terminar a 17km da meta, havendo ainda espaço para alguns puncheurs recuperarem até à meta e discutirem a vitória.
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3ª etapa: Gouveia - Guarda (186,2km)
A corrida termina no domingo com a etapa rainha entre Gouveia e a Guarda. Os corredores vão enfrentar 186,2 quilómetros, numa jornada marcada pela passagem pela Torre, contagem de montanha de primeira categoria e ponto habitualmente decisivo nesta corrida. A chegada à cidade mais alta do país deverá definir o vencedor final da edição de 2026.
Não é apenas uma etapa de alta montanha, é, seguramente uma das etapas mais duras do calendário velocipédico de 2026, com 6294 metros de acumulado em 186,2km. O dia abre praticamente a subir, com a ascensão de Flogosinho (10,7km a 6,8%) e até chegar à Torre haverá mais 2 subidas para desgastar as pernas - 1,7km a 5,8% e 5,9km a 4,7%). O grande monstro do dia chega ao quilómetro 71, apesar de já se vir a subir alguns quilómetros antes, a Torre será ultrapassada pela vertente da Covilhã (20,6km a 6,5%), terminando quando faltarem 95km para a meta, segue-se uma longa descida, algum terreno plano, mas desengane-se quem pensar que a dureza terminou, haverá 4 subidas nos últimos 25km, com a última praticamente a coincidir com a meta - 6,8km a 5,4%, 2,6km a 9,3%, 3,3km a 4,7% e 6,8km a 4,5%.
Integrada na categoria 2.1 da UCI, a prova organizada pela AMCB - Associação de Municípios da Cova da Beira vai atravessar os 16 municípios que fazem parte da associação. As três etapas terão transmissão em direto através da aplicação DAZN, disponível gratuitamente, e também no canal V+ da TVI.
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