Com apenas 21 anos, Diego Pescador já deixou para trás a etiqueta de estreante na
Movistar Team. Após subir ao WorldTour em 2025, o colombiano inicia a segunda época com mais confiança e o apoio de uma equipa que vê nele o regresso ao perfil de trepador puro. Os resultados de início de temporada sustentam essa trajetória: foi segundo na Clássica Camp de Morvedre e terminou em oitavo na geral da Volta a Omã, onde também venceu a classificação da juventude.
O próprio corredor reconhece a evolução face ao ano passado. “Este ano estou até melhor do que esperava. Paguei a minha aprendizagem no ano passado e agora tudo está a fluir”, afirma numa
entrevista ao AS.
O colombiano explica que o calendário da época passada nem sempre se ajustou às suas características: “Não foi muito favorável para mim, para as minhas características, a correr em provas que talvez não fossem as ideais. Noutras, como Astúrias e Burgos, consegui mostrar um pouco da minha qualidade.”
Olhando para este ano, espera uma mudança de foco que lhe permita brilhar no seu terreno. “Vou ter um calendário mais propício para me mostrar na montanha, que é onde sou mais forte. Sei que tenho de melhorar algumas coisas, como o plano”, admite.
O objetivo de ser corredor de geral
Pescador é claro quanto ao rumo da carreira. Seguir as pisadas das lendas colombianas —
Nairo Quintana, Rigoberto Urán, Esteban Chaves e o ainda jovem Egan Bernal — e tornar-se um homem de geral em quem a Movistar possa confiar. Mas o caminho entre um top-10 na Volta a Omã e um top-10 numa Grande Volta ainda é longo. Uma das áreas que Pescador sabe precisar de trabalho é o contrarrelógio.
“Estas melhorias são algo que tenho de trabalhar com o meu treinador, sobretudo se quiser estar na luta em voltas de uma semana que incluam contrarrelógio”, explica. A ambição é evidente: “Sempre quis ser um corredor de classificação geral.”
A estreia numa Grande Volta em 2026 continua incerta, mas ele não esconde o entusiasmo. “Ir a uma Grande Volta este ano? É uma incógnita. Se dependesse de mim? Claro. Gostava de me testar numa Grande Volta, ver como é o sofrimento depois do décimo dia… Estou muito motivado com a forma como as coisas estão a correr.”
O objetivo imediato é consolidar o lugar dentro da equipa: “Agora é continuar a crescer e afirmar-me como uma das referências.”
Diego Pescador quer dar um salto em 2026
A influência de Nairo Quintana
Radicado na região da Toscana, em Itália, Pescador partilha quarto com um dos seus grandes modelos, Nairo Quintana, com quem correu recentemente em Omã. “É um ídolo para muitos, eu incluído, e aqui é o chefe. Procuro aproveitar cada conselho, dentro e fora da bicicleta, porque não é só ciclismo”, sublinha o jovem colombiano.
Na classificação final da Volta a Omã, Quintana terminou um segundo à frente do seu jovem sucessor, um retrato simbólico da mudança geracional em curso na equipa. É uma transição natural em que ambos ainda têm muito para oferecer.