Arnaud De Lie ficou quase sem palavras ao refletir sobre mais uma desilusão, após novo revés na 3ª etapa da
Volta à Valónia, esta quarta-feira. A frustração parece inevitável para o velocista belga, que atravessa um período duro.
De Lie viveu uma
Volta a Itália de pesadelo depois de chegar aos Países Baixos com uma infeção bacteriana. Lutou com bravura nas primeiras etapas, mas cedeu na 4ª, ao não conseguir terminar. Com a poeira assente e o foco apontado à preparação para a
Volta a França, a Volta à Valónia, a corrida de casa, parecia o cenário ideal para reentrar no ritmo.
Arnaud De Lie pede serenidade
Ao fim de três etapas, De Lie soma um sexto lugar na 2ª etapa. O arranque foi condicionado por furos e o final desta quarta-feira por uma queda que o retirou da discussão.
De Lie garante ter a condição física para rivalizar com os restantes sprinters, mas os resultados voltam a exigir serenidade ao corredor da Lotto-Intermarché, que promete viver como um “monge” na busca de redenção na Volta a França.
“Não posso dizer mais nada sobre isto. Tenho de manter a calma, mas por dentro não estou”, refletiu sobre a sua situação
na RTL Sports.“Já vou há três dias a relativizar. Qualquer dia sou um monge budista. É simplesmente uma grande pena. Na verdade, as pernas estavam ainda melhores. Se for para dizer como o Kevin De Bruyne: ‘ça me casse les couilles’ [N. Ed.: está a começar a irritar-me]. Mas temos de ficar calmos”.
Antes de chegar à Grande Partida de Barcelona a 4 de julho, terá várias oportunidades para afinar. Vai correr a Copenhagen Sprint a 14/6 e, depois, a Volta à Suíça de 17/6 a 21/6.