Duas etapas após a estreia na
Paris-Nice, a candidatura de
Juan Ayuso à geral mantém-se firme. O espanhol evitou uma das muitas quedas que marcaram o arranque da corrida e ainda somou segundos de bonificação na 2ª etapa, resultado que o mantém bem colocado na classificação geral.
O líder da
Lidl-Trek explicou depois aos media no local - incluindo a TV2 dinamarquesa - que foi forçado a sair da estrada para evitar um engavetamento. Ayuso levou a situação com boa disposição, sublinhando que, embora nunca seja agradável estar no meio do caos, reagiu a tempo e evitou males maiores.
Contou que teve de improvisar a meio da etapa para escapar a uma queda coletiva. “Hoje tive de fazer de agricultor, evitei uma queda passando pela relva, por isso consegui safar-me”, brincou, referindo-se ao breve desvio fora do alcatrão no norte de França.
A performance de Juan Ayuso será decisiva no contrarrelógio coletivo da Paris-Nice 2026
O incidente não teve consequência desportiva e
Ayuso terminou a etapa sem perdas, algo especialmente valioso num início marcado por nervosismo e cortes no pelotão.
Segundos de bonificação mantêm-no na luta
Além de evitar a queda, Ayuso recuperou tempo no sprint intermédio ao quilómetro 140, em Fromont. Foi segundo, atrás de Vito Braet e à frente do líder Luke Lamperti, somando quatro segundos de bonificação.
Detalhou como a manobra se desenrolou. “Pensei que a fuga ia arrecadar os segundos, mas quando vimos que estavam em jogo a equipa deixou-me na posição certa e só tive de fazer os últimos cem metros”, explicou. Ayuso ainda esteve perto da bonificação máxima. “Quase consegui seis segundos, foi por muito pouco. Mas estou contente”, acrescentou.
Melhor posicionado antes do contrarrelógio coletivo
Graças a esse sprint intermédio, o corredor da Lidl–Trek subiu vinte lugares na geral até sexto, posição que pode revelar-se valiosa antes do contrarrelógio coletivo de 23,3 quilómetros, o primeiro grande teste à classificação.
Partir à frente de vários rivais diretos, incluindo Jonas Vingegaard, pode oferecer uma pequena margem num dia-chave. “É sempre melhor estar à frente do que atrás”, disse Ayuso quando questionado sobre a geral. “Amanhã é um dia importante com a equipa e veremos como terminamos. Quatro segundos é bastante”, concluiu.