Lorena Wiebes foi uma das grandes protagonistas de 2025, ao vencer impressionantes 25 corridas na estrada, suficiente para a colocar no topo do ranking anual da UCI, apenas atrás da compatriota e ex-colega Demi Vollering. A neerlandesa também vestiu as cores do arco-íris na pista e no gravel, confirmando-se como a melhor sprinter, e não só, do pelotão feminino.
Mas, olhando em frente, ainda há corridas que a ciclista de 26 anos ambiciona conquistar. Para lá do objetivo óbvio de um dia ser campeã do mundo de estrada, Wiebes quer vencer em casa. Mais concretamente, a ondulada
Amstel Gold Race prende-lhe a atenção como a maior corrida neerlandesa do calendário.
“Quero enfrentar esse desafio, para ver até onde consigo ir lá”, disse Wiebes à
WielerFlits. “No ano passado também tive um dia muito bom (venceu o sprint pelo sexto lugar). Foi uma situação de corrida estranha na altura, mas sinto que estou a crescer nessa prova. Correr nos Países Baixos também é um extra de motivação, claro”.
Wiebes quase não tem rival ao sprint. Por isso, procura ampliar a sua dominância para as Clássicas. “Preciso desse desafio. É por isso que também escolho desafios na pista e no gravel. Quero alguma variedade”.
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Em 2024, Wiebes ficou a centímetros de vencer a Amstel Gold Race
A
Amstel Gold Race é “o grande objetivo da primavera”, enfatiza Wiebes. A neerlandesa ainda tem contas por ajustar com a edição de 2024, quando foi segunda ao sprint, batida por Marianne Vos na linha.
“Diria que, para mim, quero uma vingança desportiva. Em comparação com o ano passado, preciso de melhorar alguns por cento em certos esforços. Acho que estou no bom caminho. Também fazemos testes de lactato no estágio, e correram bem. Mas depois é preciso mostrá-lo em corrida”, conclui, já a pensar na época que se avizinha.