Remco Evenepoel lembra aos espetadores como se devem comportar nas etapas da Volta a França e não só: "Por favor, deem-nos espaço suficiente para correr"
A Volta a França não se resume apenas às batalhas espetaculares dos melhores ciclistas do mundo nas estradas. A corrida não seria nada sem o público. São essencialmente as multidões que criam a atmosfera única que atrai os ciclistas para a Grand Boucle.
No entanto, esta é uma faca de dois gumes. Embora seja fantástico ver as bermas das estradas repletas de pessoas que desfrutam ao máximo do maior evento de ciclismo, há também o perigo sempre presente de incidentes entre ciclistas e espetadores.
Já houve incidentes muito graves, como o infame "caso opi-omi". Os organizadores da Volta à França não querem, obviamente, que colisões semelhantes voltem a acontecer e, por isso, iniciaram uma campanha para sensibilizar o público mais vasto do ciclismo. Parte desta campanha é constituída pelas maiores estrelas do pelotão, como Remco Evenepoel, que recorda aos fãs que devem deixar o máximo de espaço possível para os ciclistas nas montanhas.
Remco Evenepoel é uma das caras da mais recente campanha de sensibilização do Tour de France
"Como sabem, vai ser o meu primeiro Tour", começa Evenepoel no vídeo publicado pelos organizadores da corrida antes da etapa 9. "E quero que todos aproveitem o evento o mais possível. Mas, por favor, certifiquem-se de que temos espaço suficiente para fazermos os nossos ataques, para percorrermos as subidas. Não se esqueçam de desfrutar, claro, mas precisamos de espaço para correr e vocês podem ajudar-nos com isso. Por favor, deem-nos espaço suficiente".
Já vimos muitas vezes carros/motas não conseguirem passar pelas multidões, por exemplo, quando Chris Froome a subir o Mont Ventoux em 2016. Ou com Tadej Pogacar a lançar um ataque prometedor no Col de Jeux Plane em 2023, que foi travado por um bloqueio de estrada.
Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, já escrevi sobre política e desporto. Completamente cativado por ciclismo e wrestling, não perco a hipótese de acompanhar outras modalidades e de conhecer as histórias menos convencionais. Nos tempos livres dedico-me à escrita criativa, nomeadamente à poesia