Natural de San Severino Marche,
Giulio Pellizzari teve o prazer de correr em casa na 6ª etapa do
Tirreno-Adriatico. Apesar de ser segundo na classificação geral, foi esse fator que o manteve em prova, já que tem sofrido com uma tendinite.
Com o italiano limitado fisicamente e Isaac del Toro a admitir sentimentos mistos em várias etapas onde esteve ao seu melhor nível, acabou por ser uma corrida da qual é difícil retirar conclusões sólidas para as próximas provas. Pellizzari, que liderou a corrida no início da semana, foi o único a discutir a camisola azul com Isaac del Toro, porém nas duas últimas etapas montanhosas
faltaram-lhe pernas para seguir o mexicano e teve de contentar-se com um lugar no pódio.
“…Se hoje não tivéssemos passado nas minhas estradas, provavelmente já teria abandonado a corrida”, confessou à Gazzetta dello Sport no rescaldo da etapa. “Foi verdadeiramente incrível correr nas minhas estradas e à frente do meu povo. Acho que vai demorar para tudo assentar. Pode ser que nunca mais volte a viver isto”.
Última oportunidade pela camisola azul
O líder da
Red Bull - BORA - Hansgrohe ainda tentou conquistar a geral, atacando duas vezes na primeira metade da subida a Camerino este sábado, numa tentativa de recuperar a liderança. Contudo, nas rampas finais mais íngremes, o esforço cobrou o seu preço: foi alcançado e acabou por ser descolado pelos principais rivais da geral. Manteve o segundo lugar por um segundo sobre Matteo Jorgenson.
“Mas terminar segundo ou terceiro no domingo não é assim tão importante. Agora só quero chegar ao pódio final”, concluiu.