O tempo brutal no Paris-Nice cobrou um pesado tributo ao pelotão durante a sétima etapa. Com o percurso alterado para favorecer um final ao sprint,
Biniam Girmay suportou temperaturas geladas para garantir um lugar no pódio, ficando a um tudo nada da vitória frente ao corredor da INEOS Grenadiers,
Dorian Godon. Após a meta, a estrela eritreia da
NSN Cycling Team refletiu sobre as condições duríssimas e o enorme trabalho da equipa.
Girmay sai desta edição do Paris-Nice sem vitórias de etapa, mas orgulhoso do desempenho. Explicou que só sobreviver ao frio já foi um desafio enorme. “Acho que estávamos num 10 em 10 de frio, não podíamos estar mais gelados do que isto”, afirmou, em declarações recolhidas pelo
CyclismActu.
Apesar de lhe ter escapado o triunfo, sublinhou que está finalmente a aprender a correr com temperaturas baixas, algo que raramente viveu em jovem. “Mas hoje é o melhor resultado que consegui nestas condições. Estive mesmo no limite. Foi um dia de merda para andar de bicicleta, mas estou a progredir com este tipo de tempo, porque não estou habituado. Por isso, um segundo lugar, acho que temos de ficar satisfeitos com isso”.
Girmay fez ainda questão de agradecer aos colegas por o protegerem e o manterem fora do vento na perigosa e gelada aproximação à meta. “A equipa fez cerca de uma hora de trabalho muito bom. Estivemos sempre na frente e tudo esteve controlado. Na chegada, acho que todos estavam completamente gelados, mas colocaram-me bem”, concluiu.
A 7ª etapa do Paris-Nice estava inicialmente desenhada para terminar na estância de esqui de Auron, num dia que se esperava decisivo para a geral. Contudo,
o percurso foi modificado não uma, mas duas vezes devido ao mau tempo, e esteve em risco de cancelamento após parte do pelotão se opor a competir naquelas condições.